Viva Marilia | Viva Marília é a simplicidade através de conteúdos que façam a diferença na vida daqueles que dedicam seu precioso tempo para nos ler.

Agente suspeito de matar a esposa confessou aos pais, diz delegada

Data: / 464 views
Agente suspeito de matar a esposa confessou aos pais, diz delegada

Wilian de Sá é suspeito de atirar na mulher Lúbia de Freitas. Funcionário da Fundação Casa de Marília foi preso na quarta-feira (8).

O funcionário da Fundação Casa, suspeito de matar a esposa não quis falar durante o depoimento na Delegacia de Defesa da Mulher, que investiga o caso em Marília (SP). Wiliam de Sá foi preso na quarta-feira (8) na casa de amigos na zona norte da cidade e não resistiu à prisão.

Apesar de não ter falado sobre o crime após ser preso, segundo a delegada da Delegacia de Defesa da Mulher, Viviane Sponchiado, o suspeito, que teve a prisão decretada há duas semanas e era considerado foragido, havia confessado o crime aos pais. Essa informação faz parte do inquérito policial e Wilian deve responder por feminicídio, que prevê pena de até 30 anos de prisão.

“Logo após o fato, Wilian telefonou para os genitores, nervoso, abalado, dizendo que tinha acabado de matar a Lúbia. Esses depoimentos fazem parte do inquérito. A prisão foi decretada por 30 dias”, diz a delegada.

Segundo a polícia, a vítima, Lúbia de Freitas, de 28 anos, foi baleada na cabeça dentro da casa onde morava com ele e a filha deles, de 5 anos, no dia 23 de fevereiro. A morte cerebral de Lúbia foi confirmada no dia 25 de fevereiro pelo Hospital das Clínicas, onde ela estava internada.

Ao ser preso, Wilian confessou à polícia que estava escondido na área rural de Avencas, distrito de Marília, e que um dia antes da prisão foi para casa de amigos da família dele. Ele também disse que perdeu a arma do crime.

Os donos da casa onde ele estava escondido também vão responder a processo por favorecimento pessoal, crime que prevê pena de até 6 meses de prisão. Contra o funcionário da Fundação Casa, já havia um boletim de ocorrência por ameaça que havia sido registrado por Lúbia um dia antes dela levar o tiro.

Na DDM, Wilian afirmou que ia falar apenas em juízo. O advogado dele entrou com um pedido para interná-lo em um hospital psiquiátrico e aguarda a decisão da Justiça. Ele passou por exame de corpo de delito e foi encaminhado para a cadeia de São Pedro do Turvo.

Segundo familiares, Lúbia e Wilian eram casados há 7 anos, mas ela queria se separar. A auxiliar de produção pretendia voltar para a cidade onde família mora em Minas Gerais, mas Wilian não aceitava a separação.

“Ela nunca tinha reclamado de nada dele antes, mas nos últimos meses eles estavam se desentendendo, ela descobriu uma traição e quis se separar, foi quando começaram as ameaças. Um dia antes do crime, ele apontou a arma para ela e para minha sobrinha. O crime foi premeditado, ele atirou nela porque sabia que ela ia embora. Menos de um mês antes, ela foi para Minas e já tinha procurado uma casa, ela ia embora com a filha. Ele não aceitou a separação”, conta o irmão da vítima, Charles de Freitas.

De acordo com informações da polícia, Lúbia procurou a Delegacia de Defesa da Mulher um dia antes do crime para fazer um registro de agressão, mas não teria mencionado a ameaça com a arma.

Ainda segundo a polícia, ela também já tinha procurado a polícia no ano passado. “Não há registro no boletim policial de uso de arma de fogo, de posse de arma de fogo, por isso ela foi orientada a pedir as medidas de proteção protetiva que julgasse conveniente.  Mas isso não aconteceu. Ela não procurou a Delegacia da Mulher”, afirma o delegado seccional Wilson Carlos Frazão.

G1 Bauru e Marília

- Comente, Compartilhe e Interaja em sua rede social.

Veja Também: Artigos Relacionados