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Após estresse, noiva desenvolve vitiligo meses antes do casamento

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Após estresse, noiva desenvolve vitiligo meses antes do casamento

Agora, a mulher quer compartilhar sua história para ajudar outras pessoas que estão enfrentando o mesmo problema: "Você é mais forte do que imagina"

Kandice Benford, uma noiva de 32 anos de idade, enfrentou um problemão apenas alguns meses antes do seu casamento: a mulher foi diagnosticada com vitiligo e, para piorar a situação, ela acredita que o estresse para organizar a cerimônia foi o gatilho para que a condição se manifestasse.

A jovem, do Mississippi, nos Estados Unidos, “surtou” ao perceber que manchas brancas estavam se espalhando pelo seu corpo apenas algumas semanas antes de sua caminhada ao altar para se casar com o parceiro de longa data, Elliott Benford. Kandice notou os primeiros sinais de vitiligo quando ainda estava na faculdade, quando a condição se manifestou pela primeira vez: “Eu tinha algumas manchinhas nas minhas mãos e eu conhecia vitiligo, mas, na época, eu não me importei muito“, contou a noiva ao The Daily Mail.

A doença, um transtorno autoimune que provoca a despigmentação da pele, se espalhou rapidamente quando Kandice completou 30 anos, em 2015. Na época, a mulher cuidava dos preparativos para o casamento sozinha, já que o noivo estava doente — ou seja, além do estresse com a cerimônia, ela estava preocupada com a saúde do futuro marido, além dos problemas do dia a dia, como casa e trabalho. “Eu acho que o estresse foi o gatilho, porque quando eu ficava estressada eu via mais manchas proeminentes no meu nariz. Parece que aconteceu do dia para a noite“.

Ao longo de um ano, as manchas se espalharam e agora cobrem todo o corpo da mulher. Para o seu casamento, Kandice tentou desesperadamente cobrir o vitiligo com maquiagem — mas o apoio de Elliott a convenceu do contrário. O casal celebrou a união em 5 de novembro de 2016 e a noiva usou uma maquiagem minimalista durante a cerimônia, que ela considera como o “dia perfeito”. No aniversário de um ano do casamento, ela acredita que está mais confiante do que nunca e espera inspirar outras pessoas com a doença a aceitarem a condição.

Fiquei muito triste. Você se vê todos os dias por 30 anos e então, em uma manhã, você acorda e está com uma aparência diferente“, contou. As constantes perguntas de desconhecidos também não ajudaram no processo de superação: “Crianças perguntavam ‘mamãe, o que é isso no rosto dela?’, ou algumas pessoas me perguntavam se eu tinha me queimado. Eu estava pirando, mas todo mundo me deu muito apoio. O meu marido disse ‘você é linda com ou sem o vitiligo’“, relembrou Kandice sobre as primeiras experiências com a doença.

Eu conversei comigo mesma e segui em frente. Eu precisava aceitar a situação. O meu corpo é o meu corpo. No fim, eu me senti ótima no dia do meu casamento. Eu posso dizer, honestamente, que desenvolver vitiligo me deixou ainda mais confiante. Ele me deixou mais forte“, contou a mulher. “Se você está enfrentando essa situação, você precisa se amar. Seja paciente consigo mesmo. Você é mais forte do que imagina!“. 

Por Redação VEJA São Paulo - 7 nov 2017, 16h02

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