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Atualizado: Mãe e filha morrem ao serem atingidas por raio

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Atualizado: Mãe e filha morrem ao serem atingidas por raio

Lucileia Barbosa da Silva, de 40 anos, e a filha Thais Mayme Oyama, de 11, colhiam frutas no pomar do sítio da família quando aconteceu a descarga

ATUALIZADO

Mãe e filha que foram mortas por um raio em Registro, no interior de São Paulo, durante um dia ensolarado, foram vítimas de um fenômeno bastante raro. Segundo apurado pelo G1, a situação é conhecida como 'raio do céu azul' e acontece mesmo quando não há formação de tempestade perto de onde o acidente aconteceu.

Segundo o diretor do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do INPE, Dr. Osmar Pinto Júnior, esse fenômeno é bastante incomum. "Se chama 'raio do céu azul'. É uma descarga que se desloca na horizontal, a partir de uma tempestade, antes de tocar o solo e, então, atinge um local distante, onde o céu está azul e ensolarado. É uma situação rara", explica.

De acordo com Júnior, apesar da distância da tempestade, muitas vezes é possível ouvir o som das trovoadas ao fundo. "Nessa hora, o ideal é buscar um abrigo seguro, sempre a partir do momento em que se escuta o barulho de um trovão. Essa atitude deve ser tomada independente do céu estar claro ou escuro", orienta.

Já segundo o professor do Insituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), Mario Festa, as pessoas não devem tomar cuidado com os raios apenas durante tempestades. "Infelizmente, as pessoas acham que esse tipo de coisas não vai acontecer com elas, somente com os outros. Tudo que basta é um segundo para eles se tornarem esses 'outros'", afirma Festa.

Raios podem atingir o solo mesmo sem formações de tempestades aparentes — Foto: Antonio Salaverry/Arquivo pessoal

Raios podem atingir o solo mesmo sem formações de tempestades aparentes — Foto: Antonio Salaverry/Arquivo pessoal - G1

 

 

Mãe e filha morreram ao serem atingidas por um raio na noite da terça-feira (8) em Registro, no Vale do Ribeira, região sul do Estado de São Paulo. A dona de casa Lucileia Barbosa da Silva, de 40 anos, e a filha Thais Mayme Oyama, de 11, colhiam frutas no pomar do sítio da família quando aconteceu a descarga. O marido de Lucileia e pai de Thais, Akio Oyama, de 47 anos, estava próximo, mas saiu ileso.

Oyama contou à Polícia Militar que os três faziam a colheita de lichia quando ouviu um estrondo. Em seguida, ele viu a mulher e a menina estendidas no chão.

O homem pediu ajuda e outros familiares acionaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas as duas já estavam mortas. Os corpos foram encaminhados para perícia no IML (Instituto Médico Legal) de Registro. A família reside em Curitiba, capital paranaense, e passava as férias no sítio do pai de Oyama no bairro Quilombo, zona rural do município.

De acordo com relato de Oyama aos policiais, não chovia no local no momento do raio e não havia tempestade em formação. Segundo a Defesa Civil, o raio é a formação de uma descarga elétrica entre a terra e as nuvens, com trajetórias sinuosas e irregulares, podendo cair a vários quilômetros de distância do ponto de formação. Durante o processo, acontece uma onda sonora, produzindo o trovão. Em áreas rurais, devem ser evitados campos abertos ou a proximidade de árvores, que atraem as descargas.

- R7 por Agência Estado - 09/01/2019

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