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Banco de Leite de Marília salva bebês hospitalizados

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Banco de Leite de Marília salva bebês hospitalizados

Secretária de Saúde, Kátia Ferraz Santana, e presidente do Fundo Social, Regina Alonso, visitaram o serviço

Serviço especializado da secretaria municipal de Saúde de Marília, o Banco de Leite Humano instalado na cidade, tem papel de destaque como um dos pioneiros no Brasil. É também referência em informação, segurança nutricional, atenção às mães atendidas em ambulatório e suporte fundamental para bebês que estão internados em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva).

A secretária de Saúde, Kátia Ferraz Santana, acompanhada da primeira-dama do município e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Regina Alonso, visitaram e conheceram detalhes do funcionamento do Banco de Leite de Marília. Elas foram recebidas pela supervisora da unidade, a enfermeira Sandra Domingues.

A estruturação dos bancos de leite no Brasil, a partir da década de 1980, teve impacto na queda da mortalidade infantil no país. Marília foi uma das oito cidades brasileiras que compreenderam essa necessidade. Atualmente, o serviço atende simultaneamente dezenas de bebês internados, além de receber puérperas com dúvidas sobre o aleitamento ou com dificuldades para amamentar.

Para se ter uma ideia da relevância do serviço, nesta segunda-feira (20), Marília tinha 29 recém-nascidos e bebês com mais de 29 dias (fim da primeira fase) internados em hospitais atendidos pelo Banco de Leite. O material é recebido no Materno Infantil (Famema), Universitário (Unimar), Maternidade e Gota de Leite e Santa Casa. As instituições recebem pacientes da cidade e da região.

Em 2016 foram coletados 942 litros de leite humano, graças a iniciativa de 501 doadoras. O alimento permitiu o atendimento a 546 bebês internados ao longo do ano. “O colostro, leite produzido até o 7° dia após o nascimento, é rico em imunoglobinas, por isso, o consideramos uma verdadeira vacina, indispensável ao recém-nascido. Do 8° ao 15° dia, temos a chamada fase de transição e depois o leite maduro”, explicou Sandra.

Durante a visita de Kátia Santana e Regina Alonso, acompanhadas das equipes técnicas da Saúde e Fundo Social, foram demostradas etapas de trabalho do Banco de Leite e toda a estrutura da unidade. Sandra agradeceu o empenho que a administração demonstrou em aprofundar as conquistas.

“Elas (Kátia e Regina) são gestoras, mas acima de tudo são mães, pessoas sensíveis à questão da amamentação. Não é apenas um serviço, mas uma bandeira muito importante que temos que defender. Por isso o Banco de Leite trabalha forte com educação e informação, faz parcerias e conscientiza do potencial e das carências em relação ao leite humano”, destacou.

A presidente do Fundo Social elogiou o trabalho e garantiu que não serão medidos esforços para que a unidade tenha cada vez mais doadoras, apoio e espaço para cumprir sua missão. “Estamos falando de saúde, de vida, de vínculo e qualidade na ‘relação mãe e filho’ nestes primeiros meses de vida. Estou aqui para conhecer melhor o Banco de Leite, me colocar pessoalmente à disposição e colocar o Fundo Social à disposição”, disse Regina.

Kátia Santana afirmou que a unidade conta com o reconhecimento da população, do Poder Público e dos especialistas que assistem neonatos e crianças em UTIs. Tem ainda o respeito dos profissionais de saúde que atendem as demais necessidades da infância.

“Todos sabem, e quem não sabe precisa saber, da importância do leite materno. Por isso, a secretaria e as demais instituições vão continuar trabalhando unidas para que esse alimento precioso não falte e chegue com qualidade a quem precisa”, garantiu.

SERVIÇO – Mulheres que amamentam e observam a possibilidade da doação podem entrar em contato pelo telefone 3413-8696. A equipe do Banco de Leite vai até a residência, dá instruções para a ordenha, condições de conservação e outras informações. O leite passa a ser recolhido semanalmente em casa.

O material coletado é examinado, classificado e pasteurizado, para a segurança dos bebês que serão atendidos. O número ideal de doadoras, conforme a demanda atual, é de 100 mulheres, mas atualmente o serviço tem recebido a colaboração de 17 voluntárias.

Além das moradoras de Marília e distritos, puérperas e nutrizes (após oito semanas do parto) também podem contribuir na região. Postos de coleta estão instalados nos municípios de Garça, Pompéia (Indústria Jacto), Adamantina, Pacaembu, Lucélia, Ocauçu, Alvinlândia, Oriente, Quintana, Lupércio, Gália e Vera Cruz.

O Ambulatório de Aleitamento atende ainda mulheres com dificuldades na amamentação, provocadas por engorgitamento mamário (popularmente conhecido como peito empedrado), fissuras no seio (rachaduras), mastite, abcesso mamário, entre outras causas. O Banco de Leite está instalado na rua XV de Novembro, 50, com atendimento ao público das 07h30 às 13h30. O telefone é o 3413-8696. (Fotos e texto: Assessoria PMM)

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