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Brasil registra risco-país mais baixo em quase dez anos

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Brasil registra risco-país mais baixo em quase dez anos

Indicador importante para medir o grau de confiança dos investidores na economia brasileira tem apresentado melhoras.

A imagem que os investidores internacionais têm da economia brasileira melhorou. Fazia quase dez anos que o chamado risco-país não atingia um patamar tão baixo.

Você emprestaria dinheiro para quem tem o nome sujo? E tanto faz se os devedores são pessoas ou países. Se tem risco de não receber, paga mais caro para tomar dinheiro emprestado.

 

No mercado financeiro internacional existe até uma espécie de seguro contra calote de dívida, um contrato chamado CDS. Ele é negociado entre os investidores lá fora para evitar prejuízo aos investidores caso haja calote.

Sabe o seguro do carro? Funciona mais ou menos igual. Se você é bom motorista, paga menos seguro. Mas se tem histórico de acidente, aí fica mais caro. No caso de um país, quanto maior for o risco de ele não pagar suas dívidas, mais caro é o valor desse seguro. Por outro lado, se o investidor acreditar que o risco de calote é baixo, o preço do seguro também cai.

Em setembro de 2015 - ano em que a economia registrou o pior resultado em mais de duas décadas - essa pontuação chegou a 534. Hoje, esses títulos foram negociados a menos de 97,2 pontos, o menor patamar desde novembro de 2010.

Em um mês, o risco-país caiu 20%; em um ano, 50%. Um dos motivos para essa percepção melhor em relação ao risco tem a ver com o cenário externo: o cessar-fogo na guerra comercial travada entre Estados Unidos e China aliviou o mundo todo e isso ajudou não só o Brasil, mas outros países emergentes também.

Outro motivo tem a ver com o nosso cenário interno: a taxa de juros baixa, a aprovação da reforma da Previdência e a expectativa de novas medidas para equilibrar os gastos do governo.

 

“O risco Brasil é um componente que entra muito no cálculo, por exemplo, de quanto as empresas têm que pagar para captar recursos no exterior e aqui dentro. Portanto, a queda do risco país representa um custo de captação menor para o país como um todo, tanto para o governo quanto para as empresas, e isso deve ajudar na recuperação da economia”, disse Tony Volpon, economista-chefe do UBS.

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