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Câncer de pele, o mais comum no país, pode ser prevenido e diagnosticado com medidas simples

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Câncer de pele, o mais comum no país, pode ser prevenido e diagnosticado com medidas simples

Instituto Nacional de Câncer prevê mais de 180 mil novos casos da doença em 2017 no Brasil

Para prevenir a doença, é importante prestar atenção a certas características de manchas que surgirem na pele. Foto: Beeki / Pixabay

 

Responsável por cerca de 30% dos casos de câncer no país, os tumores de pele são os mais prevalentes na população brasileira, tanto em homens quanto em mulheres. São estimados para 2017, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), mais de 180 mil novos casos da doença. Com base nesses números, especialistas alertam, em alusão ao Dezembro Laranja, para a importância da adoção de medidas que propiciam prevenir e diagnosticar precocemente o câncer de pele.

Eles chamam a atenção para as medidas que podem evitar a doença ou ajudar a descobrir os tumores cutâneos no início de seu desenvolvimento. As prinicipais medidas são a utilização de filtro solar, adoção de proteção física e atenção da população para o critério ABCDE de identificação dos possíveis sinais na pele, que podem ser um alerta para análise desta lesões.

De acordo com o cirurgião oncologista e diretor do Departamento de Câncer de Pele e Dermatologia do A.C. Camargo Cancer Center, João Pedreira Duprat Neto, é fundamental a realização periódica de exame físico, que já pode começar em casa. Para tanto, é importante estar atento a esse critério.

O ABCDE consiste em observar a assimetria (se uma metade da pinta está semelhante à outra metade), borda (casos os contornos da lesão estejam irregulares, dentados, chanfrados ou com sulcos, é recomendável procurar um especialista), cor (observar se a coloração é a mesma em toda a pinta e se não há diferentes tons de marrom, preto e, às vezes, azul, vermelho e branco), diâmetro (a pinta não pode ter mais de 0,5 cm - embora médicos diagnostiquem melanomas bem menores) e evolução (que é um critério melhor avaliado pelos especialistas, que observam a profundidade da lesão e se há metástase). “São hábitos que ajudam na prevenção e promovem o diagnóstico precoce de tumores na pele”, ressalta o cirurgião.

Idosos e os danos cumulativos. O maior fator de risco para o desenvolvimento de câncer de pele é o envelhecimento, embora essa doença possa acometer desde a infância e tem o seu pico de incidência a partir dos 45 anos. Os raios UVA, que estão cientificamente associados com desenvolvimento de câncer de pele do tipo espinocelular e também de melanoma, estão presentes do nascer até o pôr do sol. Além dele, há os raios UVB, que são mais intensos das 10 às 16 horas e que são responsáveis por tumores de pele, principalmente, do tipo basocelular, além de causar queimaduras e vermelhidão.

Recomenda-se que se privilegie tomar sol entre 8 e 10 horas, exceto em se tratando de grupos de risco. “Pessoas com história pessoal ou familiar de câncer de pele, ruivos ou com muitos nevus, assim como descendentes de alemães, italianos, espanhóis e portugueses, por exemplo, precisam redobrar os cuidados”, orienta Duprat Neto.

Para a população que não está inserida em um grupo de risco, recomenda-se o uso de filtro solar fator 30. “O fator 15 é suficiente se a pessoa tiver o hábito de repassar o creme de duas em duas horas, mas sabemos que isso requer uma disciplina que é incomum. Em razão disso, indicamos o fator 30, pois ele tem um efeito mais duradouro e requer menor reposição durante o dia”, explica o oncologista. “Para a população com maior predisposição a desenvolver câncer de pele, pode ser recomendado um filtro com fator maior que 30, mas a proteção adicional é pequena e pode não compensar o custo-benefício, então barreiras físicas são mais interessantes”, esclarece.

A exposição sem proteção aos raios UVA e UVB tem comportamentos diferentes em relação ao desenvolvimento de câncer de pele. Os raios UVB causam dano direto aos genes, mas o UVA não é inócuo como se pensava no passado. Os raios UVA causam maiores danos em longo prazo, sendo também importante na causa de carcinoma espinocelular e melanoma.  “O espinocelular é uma doença mais comum em quem trabalhar a céu aberto, principalmente com os trabalhadores rurais”, explica Duprat Neto. Enquanto isso, os raios UVB são mais relacionados com melanoma e carcinoma basocelular, tumores que se desenvolvem com maior frequência quando há um evento específico de alta carga de exposição em curto prazo. “É mais frequente na pessoa que trabalha no escritório nos dias úteis e no final de semana vai pra praia ou que viaja nas férias e não se protege do sol”, acrescenta.

Cuidados com a pele:

- Evitar exposição solar em qualquer horário, principalmente na faixa entre 10 e 16 horas (horário de verão). 

- Fazer uso de chapéus, camisetas e filtros solares. 

- É importante que as barracas usadas na praia sejam feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material. 

- Para o uso de filtros solares, é sugerida a reaplicação a cada duas horas. O ideal é que o Fator de Proteção Solar (FPS) seja, no mínimo, 15. O ideal é fator 30, por requer menor reposição.

- Em hipótese alguma o bronzeamento artificial pode ser considerável saudável para a pele.

- Redação - O Estado de S. Paulo - Consultoria de A.C. Camargo Cancer Center

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