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Carnaval com crianças: veja 15 dicas para curtir os blocos em família

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Carnaval com crianças: veja 15 dicas para curtir os blocos em família

Especialistas dão conselhos sobre segurança, fantasias e alimentação

Bloco de carnaval é lugar de criança? Dependendo do bloco, sim. Nas cidades com tradição de festas de rua, como Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte e Recife, a cada ano surgem novas opções com perfil familiar ou voltadas especificamente para o público infantil.

No Rio, por exemplo, serão ao menos 14 blocos infantis neste carnaval. Em São Paulo, segundo a lista da prefeitura, são 13 — fora os eventos, bailinhos e matinês em locais fechados.

Idealizadora do Gigantes da Lira, pioneiro entre os blocos mirins do Rio de Janeiro, a atriz Yeda Dantas acompanhou a mudança nesse cenário. “Passamos muitos anos sem mais ninguém. Depois foram surgindo outros, a gente viu isso crescendo. E é uma tendência muito bem-vinda”.

Voltado para “crianças e seus agregados”, o Gigantes da Lira está completando 20 anos. Para Yeda, as opções específicas para crianças incentivam as famílias a curtirem a festa e trazem uma sensação de “pertencimento” aos pequenos.

 
Casal com bebê no bloco Gigantes da Lira, em Laranjeiras, dedicado à criançada  (Foto: Alexandre Macieira / RioTur)Casal com bebê no bloco Gigantes da Lira, em Laranjeiras, dedicado à criançada (Foto: Alexandre Macieira / RioTur)

 

Criadora do bloco infantil Tindôtetê, em São Paulo, a publicitária Ana Carolina Cintra se surpreendeu com a procura dos foliões e viu o público dobrar de um ano para o outro. “Éramos um grupo de mães recém-paridas, todas com filhos nascidos em 2015. Pensamos em fazer um bailinho dentro do salão do prédio e acabamos criando um bloquinho homologado pela prefeitura”, lembra.

“No primeiro ano, achávamos que iriam umas 50 pessoas e foram 1.500. No ano seguinte, foram 3 mil”, conta a criadora do Tindôtetê.

 

Segundo Ana Carolina, as marchinhas do bloco abordam assuntos “polêmicos” ligados à maternidade, como amamentação em livre demanda e criação com apego. Neste ano, o tema será o livre brincar e a desconstrução dos papéis de gênero na infância.

 
Foliã amamenta bebê no bloco infantil Tindôtetê, em São Paulo (Foto: Divulgação/Tindôtetê)Foliã amamenta bebê no bloco infantil Tindôtetê, em São Paulo (Foto: Divulgação/Tindôtetê)

G1 conversou com a fundadora do bloco Tindôtetê, Ana Carolina, com dois pediatras e uma ONG especializada em segurança infantil para fazer uma lista de dicas para pais curtirem sem receio o carnaval com filhos pequenos. Veja a seguir:

 

  1. Prefira blocos infantis ou com perfil mais familiar, que aconteçam durante o dia e em lugares arborizados ou com sombra.
  2. Em locais com aglomerações, redobre os cuidados com segurança. Coloque nos filhos pulseira de identificação ou crachá com nome da criança, nome dos pais e contato, para que a família possa ser localizada rapidamente em caso de desaparecimento.
  3. Em festas na rua, verifique se o local está fechado para o acesso de carros. Em salões cobertos, observe se o piso é escorregadio, se o acesso às escadas é protegido e se as janelas possuem telas ou grades. Em qualquer um dos casos, mantenha supervisão constante.
  4. Para pintar a pele das crianças, use tinta e maquiagem atóxicas e hipoalergênicas. Evite artigos de procedência duvidosa, sem selo do Inmetro ou aprovação da Anvisa. Cuidado com a área dos olhos ao passar tinta ou glitter.
  5. Confetes de papel são melhores do que os de alumínio, brilhantes, que podem ser cortantes. Evite espuma em spray, que é altamente inflamável. E explique às crianças por que elas não devem colocar confete na boca, enrolar a serpentina no pescoço ou brincar de jogar espuma nos olhos e na boca de outras pessoas.
  6. Coloque roupas confortáveis nas crianças. Prefira fantasias com tecidos leves e frescos, como algodão, sem excesso de adereços que incomodem. Não se esqueça do chapéu ou gorro em dias de sol.
  7. Evite roupas com cordões ou o uso de correntes no pescoço, pois eles podem se prender em algum lugar e causar estrangulamento. Também fique atento a botões e pequenos ornamentos, que podem se soltar e ser engolidos, causando sufocação.
  8. Para evitar quedas, escolha calçados confortáveis e firmes, com boa aderência ao pé. Tênis devem ficar com os cadarços sempre bem amarrados. Uma dica da ONG Criança Segura é trocar os cadarços por elásticos coloridos.
  9. Cuide da hidratação das crianças. Leve água, água de coco ou suco — se estiver calor, considere armazenar os líquidos em garrafa térmica. Mães que amamentam também devem se hidratar frequentemente.
  10. Leve comida, pois nem sempre há opções saudáveis disponíveis para comprar no local. Frutas são uma ótima pedida, especialmente as que contêm bastante água, como melancia, melão, laranja ou tangerina.
  11. Aplique protetor solar nos pequenos — e, se for o caso, repelente também — e não se esqueça de levar o frasco para reaplicar.
  12. Se o calor estiver muito forte, leve guarda-chuva para se abrigar do sol — existem até opções com proteção UV.
  13. Em blocos com bateria ou trio elétrico, fique longe do som alto. Dependendo da idade e da sensibilidade da criança, considere levar protetor auricular ou fones infantis anti-ruído.
  14. Leve um pano ou canga para que a família possa se sentar e descansar de vez em quando.
  15. Respeite o limite das crianças e não fique tempo demais. Se notar sinais de sono ou irritação, é hora de ir para casa.

 

 
 
Criança fantasiada dorme no colo da mãe no carnaval em Salvador (Foto: Arestides Baptista / Agência A Tarde / Agência Estado)Criança fantasiada dorme no colo da mãe no carnaval em Salvador (Foto: Arestides Baptista / Agência A Tarde / Agência Estado)
 

Fontes: Mariane Franco, presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria; Ana Carolina Cintra, organizadora do bloco infantil Tindôtetê; Luiz Renato Valério, pediatra do Hospital Pequeno Príncipe; ONG Criança Segura

- Por Flávia Mantovani, G1 - 02/02/2018

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