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Caso Mariana: Ministério Público denuncia suspeito de matar universitária por latrocínio

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Caso Mariana: Ministério Público denuncia suspeito de matar universitária por latrocínio

Mariana Bazza, de 19 anos, recebeu ajuda do suspeito para trocar o pneu do carro, em Bariri (SP), e foi encontrada morta um dia depois em canavial. MP ofereceu a denúncia com base no inquérito policial.

O Ministério Público denunciou nesta semana Rodrigo Pereira Alves - suspeito de matar a universitária Mariana Bazza - por latrocínio com base no inquérito policial que foi concluído na última quinta-feira (3). A denúncia ainda não foi aceita pela Justiça.

Mariana desapareceu no dia 24 de setembro depois de receber a ajuda de Rodrigo para trocar o pneu do carro. Ele foi preso horas depois de sumir com a jovem. No dia seguinte, a polícia localizou corpo dela em uma área de canavial em Ibitinga.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Araraquara (SP) apontou que a jovem foi morta por asfixia mecânica causada por estrangulamento.

Segundo a polícia, Rodrigo roubou o som do carro e a carteira da universitária, além de ter tentado vender o veículo dela no dia do crime, por isso o indiciamento por latrocínio.

Contudo, a polícia e o Ministério Público ainda aguardam resultados de laudos periciais, inclusive se houve crime de estupro.

 

Ajuda para trocar pneu

 

Segundo a amiga da vítima, Heloísa Passarello, foi Rodrigo quem avisou que o pneu estava murcho. O homem estava com um celular quando ofereceu ajuda e insistiu para que ela aceitasse. 

Universitária que desapareceu recebeu ajuda de desconhecido para trocar pneu do carro

Universitária que desapareceu recebeu ajuda de desconhecido para trocar pneu do carro

Nas imagens dá para ver os dois conversando até que, Rodrigo atravessa a avenida e entra em uma chácara, onde ele trabalhava como pintor. Logo após a amiga deixar o local, Rodrigo volta e conversa mais um pouco com Mariana, até que ela entra no carro, dá volta na avenida e entra na chácara.

 
Imagem mostra suspeito abordando Mariana Bazza e amiga dela na frente de academia — Foto: Reprodução/TV Globo

Imagem mostra suspeito abordando Mariana Bazza e amiga dela na frente de academia — Foto: Reprodução/TV Globo

No imóvel, o suspeito trocou o pneu do carro de Mariana. A jovem chegou a fazer uma foto dele trocando o pneu e mandou para parentes (veja abaixo).

Após a ajuda, o carro de Mariana aparece no vídeo deixando a chácara. A polícia diz que Rodrigo estava na direção do veículo.

Mariana enviou a foto do suspeito trocando o pneu do carro em Bariri  — Foto: TV TEM / Reprodução

Mariana enviou a foto do suspeito trocando o pneu do carro em Bariri — Foto: TV TEM / Reprodução

Além da foto, Mariana chegou a mandar mensagens ao namorado. O G1 teve acesso à conversa entre Mariana e Jefferson Vianna.

Nas mensagens pelo WhatsApp, é possível ver que a universitária avisa sobre o pneu furado, os procedimentos que estavam sendo feitos e que recebia ajuda do suspeito. Mariana e o namorado mantiveram contato até 8h36. Uma das últimas mensagens da jovem foi "terça-feira pesada".

 
Print mostra últimas mensagens de Mariana Bazza enviadas para o namorado — Foto: Arquivo Pessoal

Print mostra últimas mensagens de Mariana Bazza enviadas para o namorado — Foto: Arquivo Pessoal

 

Crime premeditado? 

A polícia investiga se Rodrigo premeditou o crime e se teria murchado o pneu do carro da jovem para forçar uma aproximação.

Em outro vídeo de câmera de segurança Rodrigo aparece encostado no carro da Mariana, que está estacionado próximo à academia. As imagens foram gravadas às 7h51, quando a jovem ainda estava no local.

 
Novas imagens mostram suspeito de matar universitária encostado no carro da vítima

Novas imagens mostram suspeito de matar universitária encostado no carro da vítima

Em entrevista exclusiva à TV TEM, um vizinho da academia contou que viu o suspeito abaixado e mexendo no carro de Mariana.

“Eu vi que ele estava agachado no pneu do carro. Talvez murchando, sei lá, fazendo alguma coisa. Quando ele me viu até se assustou e levantou. Ele foi até o canteiro e ficou mexendo nas árvores que estão ali, meio que disfarçando a situação. Eu estava saindo para trabalhar, então fui embora”, relatou o homem, que preferiu não se identificar. (veja abaixo) 

Morador diz que viu suspeito de matar universitária mexendo no carro da vítima

Morador diz que viu suspeito de matar universitária mexendo no carro da vítima

Ainda segundo o delegado, inicialmente o inquérito foi aberto como latrocínio consumado, mas são apurados também estupro, homicídio e sequestro.

 
Rodrigo Pereira Alves, de 37 anos, suspeito de matar a jovem Mariana Bazza de Bariri (SP) — Foto: TV TEM/Reprodução

Rodrigo Pereira Alves, de 37 anos, suspeito de matar a jovem Mariana Bazza de Bariri (SP) — Foto: TV TEM/Reprodução

Rodrigo teve a prisão preventiva decretada em audiência de custódia realizada no dia 25 de setembro. Ele negou que tenha matado Mariana e apontou a existência de outra pessoa como responsável pelo crime. No entanto, a polícia acha pouco provável que essa hipótese seja verdadeira.

“Ele fala de uma terceira pessoa que estaria com o veículo, porém imagens mostram que ele saiu com o veículo. E não há informações dessa terceira pessoa, não há imagens, não há testemunhas. Não vamos descartar, mas é pouco provável que exista outra pessoa envolvida.”

 
Mariana Bazza, de 19 anos, foi enterrada em Bariri — Foto: TV TEM/Reprodução

Mariana Bazza, de 19 anos, foi enterrada em Bariri — Foto: TV TEM/Reprodução

Ficha criminal

 

Rodrigo Alves, o homem que ofereceu ajuda, já tinha praticado vários crimes e as vítimas eram sempre mulheres.

A primeira condenação por crime sexual aconteceu em 2001. Armado com uma faca, ele atacou uma estudante de 18 anos, que foi violentada, na zona leste de São Paulo.

 
Rodrigo teve a prisão preventiva decretada após morte da Mariana Bazza — Foto: TV TEM/Reprodução

Rodrigo teve a prisão preventiva decretada após morte da Mariana Bazza — Foto: TV TEM/Reprodução

Por esse crime, Rodrigo passou 13 anos na cadeia. Depois, quando ganhou a liberdade, voltou a roubar e a estuprar.

Em janeiro de 2015, em Itápolis (SP), uma mulher disse que Rodrigo invadiu a casa dela e mandou que ela ficasse nua. Segundo a vítima, Rodrigo ficava se encostando nela. Depois, pegou um computador da casa e fugiu. Nesse caso, ele foi absolvido por falta de provas.

Em outubro daquele mesmo ano houve uma acusação parecida, desta vez na cidade de Bariri. Outra mulher disse à polícia que Rodrigo se passou por instalador de cerca elétrica para entrar na casa dela.

 
Mapa mostra locais onde Mariana Bazza foi abordada, em Bariri, e encontrada morta, em Ibitinga — Foto: Arte/G1

Mapa mostra locais onde Mariana Bazza foi abordada, em Bariri, e encontrada morta, em Ibitinga — Foto: Arte/G1

Ele fez ameaças com uma faca e também mandou que a vítima ficasse nua. Rodrigo foi acusado de roubar R$ 740 da vítima, além de uma câmera fotográfica, um celular e um relógio.

Ele teve a prisão decretada, ficou foragido por um tempo mas acabou indo para a cadeia em fevereiro de 2016. Rodrigo foi condenado nesse caso a 6 anos e 5 meses de prisão por roubo.

Há cerca de um mês, ele ganhou a liberdade condicional e conseguiu o bico de pintor na chácara em frente à academia.

- Por G1 Bauru e Marília -  

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