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Cinco morreram e rapaz atingido por tromba d'água em rapel volta andando para casa

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Cinco morreram e rapaz atingido por tromba d'água em rapel volta andando para casa

Eduardo Gomes Moraes estava desaparecido desde a tarde de sábado (22), quando enxurrada atingiu cachoeira em São João Batista do Glória (MG)

Após três dias de buscas, a sexta vítima atingida pela tromba d'água em uma cachoeira em São João Batista do Glória (MG) no último sábado (22) apareceu com vida na própria casa, em Passos (MG), no início da noite desta terça-feira (25). A informação foi confirmada pela família do rapaz. Outras cinco pessoas morreram no incidente.

Eduardo Gomes Moraes, de 35 anos, era o último desaparecido do grupo de seis pessoas que fazia rapel na Cachoeira do Zé Pereira. A informação inicial é que após a tromba d'água atingir o local, ele se refugiou em uma gruta e depois saiu andando por uma fazenda até conseguir retornar para casa nesta terça-feira.

 
Eduardo fala brevemente depois de voltar para casa após três dias desaparecidoEduardo fala brevemente depois de voltar para casa após três dias desaparecido
 

Após chegar em casa, Eduardo se alimentou, tomou um banho e seguiu para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Passos, onde deve tomar soro para se reidratar.

"Foi uma bênção de Deus, foi o ano da renovação, o Natal faz tudo e acontece”, disse Eduardo. “Uma satisfação, uma alegria, um renascimento de vida. Um novo aprendizado. E um abraço para todo mundo que veio aqui prestigiar eu aqui na minha casa. É uma gratificação", completou.

Cinco morreram e rapaz atingido por tromba dSegundo a família, Eduardo chegou andando na tarde desta terça-feira — Foto: Reprodução Facebook

Em uma rede social, o irmão de Eduardo, Leonardo Gomes Moraes comemorou o retorno. Após a notícia ser confirmada pela família, uma multidão se formou na porta da casa.

 
Irmão comemorou a volta de Eduardo para casa — Foto: Reprodução Facebook

Irmão comemorou a volta de Eduardo para casa — Foto: Reprodução Facebook

 

Tromba d'água

O incidente aconteceu quando um grupo de quatro jovens descia um paredão utilizado para rapel no local, que é de difícil acesso e fica no bairro rural das Palmeiras. As outras duas vítimas nadavam no poço na parte inferior da cachoeira quando a água chegou.

Um homem, que também estava nadando, conseguiu escapar e foi quem acionou o socorro. O Corpo de Bombeiros teve que fazer parte do percurso a pé e o trajeto todo levou cerca de 1h30.

 
Grupo desapareceu enquanto fazia rapel e nadava em cachoeira em São João Batista do Glória (MG) — Foto: Helder AlmeidaGrupo desapareceu enquanto fazia rapel e nadava em cachoeira em São João Batista do Glória (MG) — Foto: Helder Almeida

O primeiro corpo encontrado, já no domingo, foi o de Mariana de Melo Almeida Horta, de 23 anos, que fazia rapel em um paredão no local.

Depois os corpos de Maurílio Pádua Silveira, de 30 anos, e Alexsandro Antônio Pereira de Souza, de 32 anos, que também estavam no rapel, foram localizados - eles haviam sido arrastados por cerca de 300 metros abaixo do topo da cachoeira. Foi preciso içar os corpos, com a ajuda de um helicóptero, até um terreno próximo.

Já no fim da tarde de domingo, os bombeiros encontraram Pollyana Laiane Diniz Furtado, de 26 anos, que nadava na cachoeira. O corpo dela foi localizado no Ribeiro Capetinga, às margens de uma fazenda na zona rural. A vítima foi arrastada por cerca de 1,5 mil metros.

As buscas foram, então, interrompidas devido à chegada da noite e retomadas na segunda, quando Gustavo Alfredo Godinho Lemos Ferreira, 26 anos, foi localizado. A equipe retornou ao local nesta terça, mas não havia localizado Eduardo.

 
Vítimas de tromba d'água em cachoeira em MG sobe para cinco — Foto: Reprodução FacebookVítimas de tromba d'água em cachoeira em MG sobe para cinco — Foto: Reprodução Facebook
 

Segundo o meteorologista Lucas Cantos, as trombas d'água ou cabeças d'água são fenômenos comuns em regiões rochosas, onde há acúmulo de água, mesmo com chuvas fracas. Além disso, o paredão impede que as pessoas vejam as nuvens carregadas, o que dificulta que o alerta seja feito a tempo.

- Por Régis Melo e Paola Paes — São João Batista do Glória, MG -  

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