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Com 200 novos casos por ano, câncer de mama mata 17 mulheres a cada 100 mil em Piracicaba, diz instituto

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Com 200 novos casos por ano, câncer de mama mata 17 mulheres a cada 100 mil em Piracicaba, diz instituto

Taxa de mortalidade da doença é considerada alta. No Dia Mundial de Combate ao Câncer, Instituto Ilumina alerta que prevenção é melhor forma de reduzir risco de morte.

Procura por exame de mamografia está abaixo da capacidade que unidades podem atender

 

No Dia Mundial de Combate ao Câncer, nesta terça-feira (4), um alerta: o câncer de mama é o que mais atinge as mulheres, de acordo com especialistas na área. Em Piracicaba (SP), são confirmados cerca de 200 casos por ano e a taxa de mortalidade chega a 17 a cada 100 mil mulheres, segundo dados do Instituto Ilumina.

A prevenção ainda é a melhor forma de combate à doença, mas os números mostram que há muitas vagas ociosas de exames de mamografia na região. Isso significa que as unidades que fazem o exame atendem um número de mulheres abaixo da capacidade.

Mesmo com toda a tecnologia disponível e o avanço da medicina, a taxa de mortalidade por câncer de mama é considerada alta. Os números de Piracicaba chegam a ser maiores que os da maior cidade da região, Campinas (SP).

Enquanto Piracicaba tem 17 mortes a cada 100 mil mulheres, em Campinas, o câncer de mama mata 16 mulheres na mesma faixa de número de habitantes. A metrópole registra cerca de 500 novos casos da doença anualmente, segundo a prefeitura.

 
Paciente realiza mamografia: em Piracicaba, ainda há a dificuldade para preencher vagas deste tipo de exame — Foto: Reprodução/ EPTVPaciente realiza mamografia: em Piracicaba, ainda há a dificuldade para preencher vagas deste tipo de exame — Foto: Reprodução/ EPTV

 

Procura por exames é menor que capacidade

 

Apesar da importância da prevenção no combate à doença, em Piracicaba ainda existe dificuldade para preencher vagas de exames de mamografia. Na cidade funciona o Hospital Ilumina, que por meio de uma parceria público-privada, faz o diagnóstico e tratamento de câncer de graça em parceria com a rede municipal de saúde.

No ano passado, foram 9,5 mil exames feitos, menos da metade da capacidade do hospital.

 

"A mulher hoje tem um foco central na família, então ela cuida de todo mundo e não se cuida. Para você ter uma ideia, 20% das mulheres que a gente vai até as casas sensibilizar não querem fazer os exames, faltam aos exames", explica Adriana Brasil, presidente da Fundação Ilumina.

 

O Hospital do Amor, que faz exames e campanhas contra o câncer de mama em Campinas, tem números semelhantes. Segundo a instituição, ele atende apenas 40% da capacidade.

 
A aposentada Maria Cleide Martins descobriu que tinha alguma coisa errada com a mama fazendo o autoexame em casa — Foto: Reprodução/ EPTVA aposentada Maria Cleide Martins descobriu que tinha alguma coisa errada com a mama fazendo o autoexame em casa — Foto: Reprodução/ EPTV

 

‘Assustei na hora’

 

A aposentada Maria Cleide Martins descobriu que tinha alguma coisa errada com a mama fazendo o autoexame em casa, sozinha, uma rotina que salvou a vida dela.

"No banho, eu num toque que eu fiz eu achei que tinha um nódulo pequeno e inclusive comentei com minha filha, e ela achou que não era nada. Aí que eu comecei a fazer exames, até que eu descobri que realmente era", conta.

Há pouco mais de um ano, ela passou por uma cirurgia e tirou parte do seio direito. Do diagnóstico ao tratamento, a palavra câncer assusta.

 

"Eu assustei na hora, mas eu só fui tomar ciência da situação quando começou a fazer a papelada para a internação, aí que eu comecei a perceber. Falei, 'a coisa é séria mesmo'".

 

 

Quanto antes, maior chance de cura

 

Os especialistas explicam que, quanto mais cedo o câncer é descoberto, maior a chance de cura. Esse tempo é tão importante que é até previsto por lei. O sistema público de saúde é obrigado a fazer o diagnóstico em até 30 dias e começar o tratamento em no máximo 60 dias.

"O paciente inicial, em estágio 1, tem em torno de 95% de chances de cura. Em média, 15 anos a mais [para] quem faz prevenção. É a medida de maior impacto na redução de mortalidade por câncer. Acolher essa mulher e fazer com que ela se apodere dessa taxa de sobrevida faz toda a diferença nos índices de mortalidade", acrescenta Adriana.

 
Doméstica Fátima Aparecida Bento (à esquerda) relata espera de um ano por diagnóstico de mamografia na rede pública — Foto: Reprodução/ EPTVDoméstica Fátima Aparecida Bento (à esquerda) relata espera de um ano por diagnóstico de mamografia na rede pública — Foto: Reprodução/ EPTV

 

'Previne para o pior não acontecer'

 

Quando fala-se de prevenção, existem duas realidades: as mulheres que não procuram o exame enquanto não aparecem os sintomas e também a dificuldade de quem tenta fazer pela rede pública. A doméstica Fátima Aparecida Bento teve que esperar pelo diagnóstico.

 

"Demora muito tempo a espera. Mesmo o de urgência é muito demorado. Chegava a um ano", relata.

 

Ela conseguiu fazer o exame em uma carreta da mamografia que parou no bairro dela. Atualmente, as visitas ao hospital são para continuar o acompanhamento.

A notícia que ela recebeu nesta terça-feira (4) foi boa, está tudo bem, sem alteração nos exames. Uma tranquilidade que só tem quem busca a prevenção.

"Já descobre no começo, já previne no começo para o pior não acontecer", aconselhou.

Sobre a espera de Fátima, a prefeitura disse que atualmente a realidade é diferente, com o número de mulheres atendidas abaixo dos exames que podem ser feitos.

- Por EPTV 1 - 

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