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Conheça três tecnologias baseadas em inteligência artificial

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Conheça três tecnologias baseadas em inteligência artificial

O tradutor da Microsoft que capta a voz e a transmite em outro idioma é apenas uma das aplicações fascinantes das novas tecnologias

Por que se fala tanto em inteligência artificial atualmente? Além do óbvio – o fato de ela estar aí, acontecendo –, existem condições que permitem evoluções contínuas, de modo que não é possível prever onde iremos chegar. O cenário positivo se dá pela quantidade de dados disponíveis, pela capacidade de processamento desses mesmos dados e de sua modelagem. Ficou muito complexo? Uma historinha real pode ajudar a entender melhor.

Em maio deste ano, o AlphaGo, inteligência artificial desenvolvida pela Google, derrotou duas vezes o melhor jogador mundial de go, um jogo de tabuleiro chinês milenar e considerado mais complexo que o xadrez. Ke Jie, de 19 anos, perdeu a primeira partida por apenas meio ponto. Afirmou, na época: “pensei que estava muito perto de vencer o jogo no meio, mas acho que não era isso que o AlphaGo estava pensando. Estou um pouco triste porque acho que joguei bem”. Disse também: “no ano passado, achei que o modo do AlphaGo jogar estava muito perto do nosso, mas hoje penso que ele joga como o deus do go”. A foto do jovem mestre, desolado, rodou o mundo.

“A plataforma do AlphaGo baseia-se num algoritmo que foi programado, primeiro, para entender as regras das partidas”, explica Paulo Ossamu, diretor executivo da Accenture Strategy. Para isso, a máquina foi “treinada” com dez mil jogos. Em seguida, duas máquinas se enfrentaram 160 mil vezes. “A partir daí, os criadores chegaram a uma modelagem de dados que permitiria competir com o melhor jogador do planeta e ganhar”, explica. Isso é assustador, porque desafia milênios de sabedoria humana.

A primeira versão criada pela Google estudou 30 milhões de movimentos humanos. A segunda baseou-se apenas na aprendizagem das máquinas conquistada partida a partida. O resultado final aproxima-se da intuição humana, se não for capaz de superá-la. O robô decide movimentos enquanto tenta prever o que fará o oponente. E tudo isso junto serve para basear a próxima tomada de decisões.

Convencido? Veja a seguir outras inovações que mostram por que é fundamental abraçar a inteligência artificial.

Tradução simultânea de voz da Microsoft

Esqueça os softwares que ajudam a traduzir bate-papos via texto. A Microsoft, em parceria com a startup Greengow, criou o aplicativo Greengow, que permite tradução em tempo real, via voz, para dez idiomas, inclusive o português. Ele é tão preciso que alcança nuances de pronúncia perfeita e traduz até mesmo gírias. Desse modo, é possível falar no idioma nativo com qualquer pessoa que fale mandarim, russo, francês, espanhol, alemão, italiano, japonês, coreano e, claro, inglês. Baseia-se na tecnologia push-to-talk (a mesma que permite enviar áudios via WhatsApp), e está disponível no Google Play e na App Store. “Essa novidade é capaz de potencializar a produtividade dos funcionários e criar um superprofissional, que pode se comunicar rapidamente com qualquer pessoa no mundo”, avalia o executivo da Accenture.

Reembolsos de seguradoras feitos, de ponta a ponta, por robôs

Na Accenture, máquinas foram alimentadas com imagens de milhares de acidentes de trânsito, reais e fictícios, com diferentes níveis de batidas, desde riscos na lataria até a perda total. Assim, elas aprenderam a classificar os sinistros rapidamente. Agora, os clientes podem apenas fotografar o carro e enviar para a seguradora a imagem pelo celular. O robô interpreta a foto e decide se é o caso de enviar um guincho, um técnico, um táxi e até mesmo uma ambulância. A cada nova foto, o computador aprende mais. “Antes, uma pessoa precisava fazer tudo, o que tornava o processo demorado, caro e com risco de fraude. Hoje, existe eficiência.” O projeto já passou da fase piloto e está sendo implantado por uma seguradora europeia.

O mesmo raciocínio pode ser aplicado à medicina – imagine alimentar um robô com fotos de pintas que podem indicar um câncer de pele e isso chegar rapidamente ao celular do dermatologista? Ou instalar câmeras que identificam a incidência de mosquitos Aedes aegypti numa determinada região, ajudando a combater a dengue? São alguns dos avanços nos quais a Accenture trabalha hoje.

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