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Coronavírus: saiba quais alimentos não podem faltar na quarentena

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Coronavírus: saiba quais alimentos não podem faltar na quarentena

Arroz, feijão, macarrão, frutas e legumes estão na lista de nutricionista e médica. Não é preciso comprar produtos para mais do que duas semanas

A quarentena para combater a pandemia do coronavírus pegou muitas famílias de surpresa que, aflitas, correram aos supermercados para comprar alimentos e estocar.

A iniciativa vem deixando prateleiras de muitos estabelecimentos vazias despertando tensão entre a população, mesmo com a declaração de governadores e prefeitos ressaltando que não há necessidade para pânico.

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A nutricionista Adriana Stavro listou alimentos da cesta básica considerados essenciais para uma família com quatro pessoas.

A primeira atitude a tomar antes de ir ao supermercado é fazer uma lista com tudo o que já tem no armário e na geladeira para saber exatamente o que está faltando.

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"Ao fazer a lista, também verifique a validade de todos os produtos que estão no armário e na geladeira. Arroz e óleo costumam sobrar de um mês para o outro, por exemplo. Com a lista em mãos, dá para fazer uma compra sem exageros."

Confira a lista da nutricionista:

No armário:

⦁ 5 kg de arroz
⦁ 3 kg de feijão
⦁ 1 kg de grão de bico ou lentilha (se quiser variar o tipo de grão no período)
⦁ 1 lata de óleo
⦁ 1 lata de azeite
⦁ 2 pacotes de macarrão
⦁ 1 lata de molho de tomate
⦁ Leite (pode ser duas ou três latas de leite em pó)
⦁ 1 kg de pó  de café
⦁ Para variar no café da manhã: pão de forma, farinha de tapioca,  um pacote de aveia e um pacote de granola.

Na geladeira

Queijos, iogurtes, leites. Segundo Adriana, os lácteos, normalmente, têm validade para duas semanas e podem ajudar nesse período.

No freezer

Carnes e legumes congelados.

"É hora de organizar as coisas. Se o freezer for pequeno, retire os produtos das embalagens e coloque em potes menores."

No hortifruti

Adriana recomenda a compra de todas as frutas ricas em vitamina C para superar esta fase:
⦁ Abacaxi
⦁ Laranja
⦁ Limão
⦁ Maracujá

"Essas frutas têm boa durabilidade. Chegam a durar uma semana ou mais. Outra opção é comprar polpa congelada."

Adriana afirma que as frutas vermelhas são ótimas fontes de vitamina, mas não têm muita durabilidade. Na geladeira elas mantém a qualidade e o sabor por  até dois dias.

Outras opções também são maçã e pêra.

Entre os legumes, estão:

⦁ Batata
⦁ Cenoura
⦁ Abóbora.

As folhas - couve, espinafre, repolho, escarola etc - também são fontes de vitaminas e ferro, mas devem ser consumidas logo nos primeiros dias que foram compradas. Outra opção é comprar esses itens congelados.

"A alimentação é apenas um dos itens para nos manter saudáveis nesse período, mas não podemos esquecer que uma boa noite de sono e evitar o estresses também são essenciais. Torne a refeição um momento em família onde todos participam", comenta a nutricionista.

Quais alimentos ajudam a aumentar a imunidade?

A pedido do R7, a médica Dayse Caldeira, especialista em medicina integrada e preventiva, preparou uma lista de alimentos que ajudam a fortalecer a imunidade e com atividade antimicrobiana.

Dayse é conhecida na rede social Instagram por postar vídeos, textos e dicas sobre alimentação saudável, treinos e espiritualidade.Sua página tem 163 mil.

Confira a lista:

⦁ Açaí: a velutina e outros compostos flavonoides, antocianinas e carotenoides do açaí apresentam atividades imunomoduladora, antiinflamatória, antioxidante, analgésica, hepatoprotetora, nefroprotetora, pneumoprotetora, cardioprotetora, antilipêmica, neuroprotetora, antidiabética, antidepressiva, antitumoral, antibacteriana, antifúngica e antiparasitária. A possível atividade antiviral ainda não foi testada.

⦁ Aveia: É fonte de proteínas de alta qualidade, minerais (cálcio e ferro) e vitaminas (B e E) e de dois compostos bioativos importantes: a glucana beta e a avenantramida. A glucana beta é um poderoso composto imunoestimulante e aumenta a resistência contra infecções por bactérias, vírus, fungos e parasitos e a avenantramida possui atividade anti-inflamatória e antioxidante.

⦁ Brócolis: rico em vitaminas (E, C, K, B, A, carotenoides), sais minerais (selênio, cálcio, ferro, zinco) e compostos bioativos com atividades, imunomoduladora, anti-inflamatória, antioxidante, cardioprotetora, antitumoral, antibacteriana, antifúngica e antiviral (influenza, vírus sincicial respiratório)

⦁ Cúrcuma (açafrão da terra): Seu principal composto ativo, curcumina, apresenta poderosa atividade imunomoduladora, anti-inflamatória, antioxidante, neuroprotetora, cardioprotetora, nefroprotetora, pneumoprotetora (pulmão), hepatoprotetora, antitumoral, antibacteriana, antifúngica, antiparasitária e antiviral (hepatites B e C, herpes simplex, coxsackie B3, HIV, papiloma, encefalite japonesa e coronavírus SARS-CoV).

⦁ Gengibre: O gingerol e os outros 168 compostos bioativos do gengibre possuem atividades imunomoduladora, anti-inflamatória, antioxidante, analgésica, neuroprotetora, cardioprotetora, nefroprotetora, pneumoprotetora, gastroprotetora, hepatoprotetora, antitumoral, antibacteriana, antifúngica, antiparasitária e antiviral (hepatite C, dengue e, talvez, COVID-19).

⦁ Linhaça: Os lignanos, principais compostos bioativos da linhaça, apresentam atividade imunomoduladora, anti-inflamatória, antioxidante, antibacteriana e antifúngica. A herbacetina, outro composto bioativo, possui possível atividade contra o coronavírus MERS-CoV. Para destruir possíveis efeitos tóxicos das sementes de linhaça, é conveniente aquece-las em forno de micro-ondas a 100ºC por 1 minuto antes do consumo.

⦁ Limão: rico em vitaminas (A, B1, B2, B3, B6, B9, C e E), sais minerais (ferro, potássio, cálcio, magnésio, sódio, fósforo, boro, manganês, cobre, flúor, zinco e molibdênio) e compostos bioativos (principalmente na casca: hesperidina, eriocitrina, diosmina e roifolina). O limão possui comprovada ação reguladora da imunidade (imunomoduladora), anti-inflamatória, antioxidante, analgésica, ansiolítica, antialérgica, antibacteriana, antifúngica e antiviral (a roifolina bloqueia a atividade do coronavírus SARS-CoV e a hesperidina e a diosmina têm potencial para atuar sobre o COVID-19). O limão deve ser consumido como suco e sua casca ralada (depois de bem lavadas) usada em vários pratos salgados e doces.

⦁ Kefir: É o leite fermentado no domicílio por uma comunidade complexa de lactobacilos e leveduras probióticas, que produzem seu próprio alimento prebiótico (kefirano). Apresenta potente atividade imunomoduladora (aumenta a imunidade anti-infecciosa, antitumoral, controla alergias, suprime a autoimunidade), anti-inflamatória, antitóxica, antibacteriana, antifúngica e antiviral (hepatite C, HTLV-1, rotavírus, herpesvírus, influenza aviária).

⦁ Mel: Além de rica fonte de vitaminas (B2, B3, B5, B6, B9 e C), sais minerais (potássio, sódio, cálcio, ferro, fósforo e magnésio) e peróxido de hidrogênio (água oxigenada), o mel possui vários compostos bioativo, especialmente quercetina e miricetina, responsáveis por suas atividades imunomoduladora (principalmente imunoestimulante), anti-inflamatória, antioxidante, antidiabética, antibacteriana (inclusive bactérias resistentes a antibióticos), antifúngica (candidíase) e antiviral (rubéola, herpes e vírus respiratório, inclusive o coronavírus MERS-CoV).

⦁ Uva tinta, amendoim: Os dois alimentos têm uma característica em comum: são ricos em resveratrol, um composto bioativo com atividades imunomoduladora, anti-inflamatória, antioxidante, neuroprotetora, cardioprotetora, nefroprotetora, pneumoprotetora, hepatoprotetora, gastroprotetora, enteroprotetora, enteroprotetora, mioprotetora (músculos), antitumoral, antibacteriana, antifúngica e antiviral (herpes simplex, influenza, varicela-zoster, citomegalovírus, HIV, polioma e coronavírus MERS-CoV). O resveratrol pode ser consumido como suco de uva, vinho tinto, uva passa e, principalmente, farinha de uva, que também é rica em antocianinas das sementes.

Estoque de comida pode afetar pequenos negócios

A corrida desenfreada e sem necessidade aos supemercados pode prejudicar os pequenos negócios de bairros, segundo Bruno Shibata, gerente de gestão estratégica Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo).

"Geralmente a operação das pequenas empresas não é tão escalável como a das grandes e é ajustada para o movimento previsto naquele dia. Se a demanda aumenta de uma hora para a outra, pode gerar o desabastecimento desses estabelecimentos por questões logísticas, já que os fornecedores podem não conseguir dar vazão aos pedidos", comenta.

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Ricardo Teixeira, coordenador do MBA em gestão financeira da FGV (Fundação Getulio Vargas), tem o mesmo posicionamento das autoridades federais, estaduais e municipais: não há motivo para fazer estoque e comprar mais produtos do que o necessário para sobreviver em sete ou oito dias.

"Se as pessoas começarem a comprar desesperadamente e sem necessidade, haverá um problema logístico para os fornecedores abastecerem os supermercados. No caso dos perecíveis, se você comprar demais, ainda pode acabar perdendo o produto", diz Teixeira.

- Márcia Rodrigues, do R7 -  

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