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Criminosos incendeiam veículos e atacam carro-forte na zona leste

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Criminosos incendeiam veículos e atacam carro-forte na zona leste

Polícia Militar montou um cerco no entorno da Avenida Ragueb Chohfi para prender os suspeitos; não há informação de feridos

Atualizado:   Dois suspeitos de participar do ataque a um carro-forte na Zona Leste de São Paulo, na tarde desta sexta-feira (10), se entregaram à polícia após um deles se fazer de refém por mais de uma hora dentro de um comércio da região.

Oficiais da Polícia Militar inicialmente receberam a informação de que apenas um deles teria participado do ataque, o outro seria o padeiro do comércio invadido. Após o fim das negociações, porém, o rapaz teria confessado participação na tentativa de roubo.

A polícia negociava a liberação desde as 18h30. Às 19h25, policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) chegaram ao local. Ao todo, sete pessoas foram presas e encaminhadas para o Deic.

 

Os bandidos usaram explosivos e até uma metralhadora .50, arma de alto calibre. Após fugirem, dois criminosos entraram em um imóvel em cima de um mercado em uma comunidade próxima ao local do crime, e mantêm algumas pessoas reféns. De acordo com a polícia, cinco suspeitos foram detidos e estão sendo levados para o Deic.

 

SÃO PAULO - Criminosos fortemente armados incendiaram veículos, atacaram um carro-forte e trocaram tiros com policiais militares na tarde desta sexta-feira, 10, em São Mateus, na zona leste de São Paulo. Não há informação de feridos.

Segundo a Polícia Militar, o grupo teria usado metralhadoras para atacar o carro-forte na altura do número 200 da Avenida Ragueb Chohfi e fugiu. A polícia não informou se eles conseguiram roubar dinheiro do veículo. Na fuga, o bando incendiou veículos para dificultar a perseguição policial. Agentes chegaram a trocar tiros com os criminosos, e um carro foi abandonado em uma comunidade de São Mateus. 

A corporação montou por volta das 15h30 um cerco na região para localizar e prender os suspeitos. As buscas contam com helicóptero da PM, que sobrevoa a região. 

 

Criminosos incendeiam veículos e atacam carro-forte na zona leste
Caso aconteceu na Avenida Ragueb Chohfi, em São Mateus, na zona leste de São Paulo Foto: Google Street View

 

Casos

Ataques a carros-fortes e empresas de transporte de valores se tornaram comuns no Estado de São Paulo nos últimos dois anos. Em todos os casos, o modus operandi das quadrilhas foi parecido. Os criminosos com alto poder de fogo e em veículos rápidos incendiaram caminhões e carros para bloquear ruas e agiram em várias frentes ao mesmo tempo para evitar a reação policial.

No mês passado, uma quadrilha com cerca de 30 homens fortemente armados explodiu a sede da empresa de transporte de valores Protege, roubou o dinheiro e espalhou o terror na área urbana de Araçatuba, na região noroeste do Estado de São Paulo.

No dia 6 de novembro de 2015, uma quadrilha com ao menos 20 homens atacou a unidade da Prosegur em Campinas. O bando bloqueou as ruas, à margem da Rodovia Santos Dumont, metralhou a empresa e usou explosivos para detonar o cofre.

Em 13 de março de 2016, uma quadrilha usando armas de guerra incendiou veículos e explodiu a sede da Protege no bairro São Bernardo, em Campinas. O bando teria levado R$ 50 milhões, mas parte da quadrilha foi presa. 

No dia 4 de abril de 2016, criminosos explodiram e assaltaram a base da Prosegur em Santos. Houve troca de tiros, perseguição e três pessoas - dois policiais e um morador de rua - morreram. Não foi divulgado o valor roubado.

Já no dia 5 de julho do mesmo ano, cerca de 40 homens atacaram a empresa Prosegur, no bairro Campos Elíseos, em Ribeirão Preto. Durante a fuga, os bandidos mataram um policial militar rodoviário e um morador de rua. Eles teriam levado de R$ 40 a R$ 50 milhões.

Neste ano, uma quadrilha de brasileiros foi agir no Paraguai. Cerca de 40 homens cercaram e explodiram o prédio da Prosegur em Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil. O bando teria roubado R$ 120 milhões - valor contestado pela empresa. Um policial e três suspeitos foram mortos.

Em outros Estados, conforme a Associação Brasileira de Empresas de Transportes de Valores (ABTV), houve um ataque no dia 5 de setembro a uma base da Prosegur, em Marabá, no Pará, e no dia 11 de dezembro, a uma empresa não divulgada, em Teresina, no Piauí.

O número de ataques a carros-fortes, geralmente com explosivos, também está crescendo em todo País, segundo a associação. Foram 76 em 2015, número que subiu para 94 no ano passado. Neste ano, até setembro, já somam 76 casos. Segundo a ABTV, as empresas associadas respondem pela movimentação de cerca de R$ 20 bilhões por dia em todo o País. 

- Felipe Cordeiro e Marco Antônio Carvalho - O Estado de S.Paulo - Atualizado 10 Novembro 2017 | 18h11

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