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Daniel Alonso avalia os 100 primeiros dias como prefeito de Marília

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Daniel Alonso avalia os 100 primeiros dias como prefeito de Marília

TEM Notícias entrevista os prefeitos das maiores cidades do Centro-Oeste Paulista nesta semana.

O TEM Notícias está fazendo uma rodada de entrevistas com os prefeitos das principais cidades do Centro-Oeste Paulista. Eles vão fazer uma avaliação dos 100 primeiros dias de governo. Nesta terça-feira (11), o entrevistado foi o prefeito de Marília, Daniel Alonso (PSDB), que fez um levantamento dos principais problemas da cidade e o que tem feito nesses primeiros meses de governo. Confira a íntegra da entrevista em vídeo (acima) em texto (abaixo).

O primeiro entrevistado foi o prefeito de Bauru (SP), Clodoaldo Gazzetta (PSD). Nesta quarta-feira (12), o entrevistado será o prefeito de Botucatu Mário Eduardo Pardini (PSDB).

 

TEM Notícias: Prefeito, na sua entrevista, logo depois de eleito, o senhor disse que a prioridade seria apurar os números para entender o que a cidade precisa e já tomar medidas nos primeiros meses de administração. O senhor conseguiu cumprir isso? Quais são as medidas que tomou?

Daniel Alonso: Nós temos hoje um déficit R$ 440 mi, sendo que desse total R$ 120 mi é de resto a pagar dos oito meses do último mandato do ex-prefeito e a primeira coisa que nós fizemos foi negociar, principalmente, com os prestadores de serviço e os fornecedores mais essenciais. Eu cito os prestadores de serviço na área da saúde, como a Santa Casa, Hospital da Unimar, a UPA, Gota de Leite, entre outros. E também na área da educação. O principal objetivo era preservar a qualidade dos serviços essenciais. Evidentemente que dentro dessa relação de credores, nós também priorizamos, a empresa Monti Azul, por exemplo, a grande responsável pela coleta e pelo transbordo na cidade. As contas da prefeitura foram reorganizadas. Não está mais aquele caos que todos vocês, inclusive divulgaram muito na reta de chegada do final do ano.

 

TEM Notícias: Prefeito, Marília viveu uma crise do lixo. Ruas tomadas por sacos de lixo. O que o senhor fez para evitar que essa situação se repita?

Daniel Alonso: Na primeira semana, como vocês divulgaram bastante nós fizemos um grande mutirão. Na sequência fizemos um contrato emergencial para a locação de alguns caminhões. Fizemos a aquisição de três novos caminhões e um semi novo que está chegando, licitamos e compramos.

 

TEM Notícias: Eles já estão atuando na coleta?

Daniel Alonso: Ainda não. Está chegando. Mas nós também fizemos uma reestruturação da oficina. Uma manutenção preventiva desses caminhões de forma que se mantenham com o mínimo de funcionamento. Isso tudo já está sendo feito. Eu acredito que com a chegada dos novos caminhões, nós teremos caminhões de reserva caso precise. A questão do lixo, inclusive do transbordo, levamos para Piratininga e para Quatá mais de 200 toneladas de lixo que estavam acumulados. A prefeitura sofrendo multas diárias da Cetesb de mais de R$ 50 mil. Tudo isso já foi sanado.

TEM Notícias: Quando esses caminhões devem chegar?

Daniel Alonso: Esse que nós compramos, a licitação faz 45 dias. É o trâmite. Acredito que no máximo uns 30 dias esses caminhões já estejam na cidade.

 

TEM Notícias: O senhor disse que se reuniria já na primeira semana de governo com especialistas para traçar um plano para acabar com as filas de espera por exames e consultas que estaria em torno de 35 mil pessoas. O que o senhor fez até agora. A fila diminuiu?

Daniel Alonso: Evidentemente que para zerarmos essa fila precisaríamos fazer um mutirão de imediato. Esse mutirão nós analisamos e nós achamos melhor fazer um planejamento, ampliando a nossa estrutura de atendimento, reforçando o nosso convênio seja com a Santa Casa ou com o HU, o Hospital da Unimar, no sentido de nos próximos anos zerar essa fila. Até por questão de caixa, não teríamos hoje, os recursos suficientes para fazer um mutirão para tipo, em 90 dias acabar com a fila. Todo esse trabalho já está sendo estruturado. Inclusive o mais importante da área da saúde, como eu disse, foi realmente compor os convênios que nós temos com os prestadores de serviço. Tivemos um grande problema no início do nosso mandato que nós pegamos o almoxarifado da Saúde totalmente vazio, sem remédios por conta dos três últimos meses do mandato do prefeito anterior não ter feito.

 

TEM Notícias: E o que você fizeram?

Daniel Alonso: Já fizemos uma compra emergencial, evidentemente que uma compra emergencial, o Tribunal de Contas e o Ministério Público não orienta ser feito, mas não poderíamos deixar a população sem medicamento. Então ainda está sendo regularizada. Ainda existem alguns pontos a serem corrigidos, mas a questão do abastecimento de remédios está hoje em 70%.

TEM Notícias: E a questão de reduzir a fila? Estão conseguindo oferecer mais exames?

Daniel Alonso: Exatamente, oferecer mais exames e evidentemente, essas cirurgias. Além, eu estava vendo a matéria anterior e a catarata é uma demanda grande que nós temos lá também. É uma cirurgia simples, mas também está dentro na nossa programação. Está em andamento.

TEM Notícias: Essa programação tem um prazo? A gente pode fazer uma estimativa?

Daniel Alonso: No máximo uns 60 dias nós estaremos recomeçando, ou seja retomando, de uma forma mais intensiva esses exames e essas cirurgias. Assim como também a entrega dos óculos.

 

TEM Notícias: Prefeito, na sua primeira entrevista logo depois das eleições, o senhor disse que o asfalto era prioridade e que o morador de Marília veria a Codemar trabalhar a todo vapor e que todo mês uma parte da cidade seria recapeada. Não é o que o morador tem visto. E aí?

Daniel Alonso: Eu posso dizer para você que estamos fazendo um sistema de acupuntura de asfalto e tapa-buraco em na cidade.

 

TEM Notícias: O que é uma acupuntura de asfalto?

Daniel Alonso: Com o tudo é prioridade, na cidade, nos bairros e nos distritos, então para não fazer apenas um bairro e não deixar outro sem assistência, nós resolvemos fazer um ataque em todos os bairros. Tem uma equipe trabalhando na zona norte, sul, leste, oeste, nos distritos, sempre. A população vai encontrar uma equipe fazendo a operação tapa-buraco ou então as construtoras fazendo os recapes. Já fizemos dezenas de recapes de avenidas e ruas. E mais de 40 mil metros de operação tapa-buraco, além do pavimento do Nova Marília 4 que era uma demanda de muitos anos e a população já estava desacreditadas dessa obra e nós conseguimos entregar nesses 90 dias.

 

TEM Notícias: Prefeito, ao mesmo tempo em que vocês têm uma demanda de 80 mil buracos, segundo a própria Codemar, que está com uma dívida enorme. O que você está fazendo para administrar essa dívida sem parar a cidade.

Daniel Alonso: É uma dívida de quase R$ 20 milhões, mas nós aproveitamos a oportunidade de um Refis aberto pelo governo federal, então nós estamos reperfilando esse endividamento em um prazo de 10 anos para que a Codemar possa ter esse fôlego pelo menos para prestar esse serviço para a população da cidade de Marília e até mesmo para outras cidades. Por que não? Tendo as certidões, a Codermar tem a capacidade para produzir mais muito pavimento asfáltico.

 

TEM Notícias: O senhor disse que uma das primeiras medidas seria cortar cargos comissionados pra enxugar os gastos. O senhor conseguiu cortar os gastos?

Daniel Alonso: De fato foram cortamos sim. Eu assumi a prefeitura, é bom entender que no passado a prefeitura de Marília, chegou a ter quase 700 cargos em comissão. E hoje nós estamos utilizando apenas 118 cargos. Desses 118 cargos, uma boa parte são funcionários de carreira que nós aproveitamos e colocamos e nomeamos como comissionados. Além dos secretários, dos assessores de gabinete, que são essenciais para a gestão. No mais, nós estamos fazendo nomeações a conta gotas e somente quando necessário. Caso o contrário, a ordem para todas as Secretarias é corte de despesas.

Por G1 Bauru e Marília

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