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Debilitado, Phil Collins consegue levantar estádio lotado

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Debilitado, Phil Collins consegue levantar estádio lotado

Cantor apresentou show da turnê Not Dead Yet Live na noite de sábado (24)

O cantor Phil Collins deu a partida na temporada de shows internacionais na cidade na noite de sábado (24). E foi em grande estilo. Ainda faltavam duas horas para que o cantor entrasse no palco para que o Allianz Parque já estivesse lotado.

A expectativa estava grande: esta passagem foi a primeira que ele fez pelo país em voo solo. A primeira (e única) havia sido ao lado da sua banda Genesis, no fim da década de 70. Pesava também a sua aposentadoria, anunciada em 2011 e interrompida de vez no ano passado, quando colocou o pé na estrada com a turnê Not Dead Yet Live, a qual apresentou aqui.

Era 21 horas em ponto quando fotos de todas as fases da carreira do cantor se apagaram do telão depois de dez minutos de projeção. Phil Collins apareceu apoiando-se numa bengala e com uma leve corcunda. Sentou-se numa cadeira e discreto pediu desculpas por ter de fazer o show daquela maneira.

A cena assustou a plateia que chegou a questionar a qualidade do show. A dúvida desapareceu no instante que Collins soltou a voz em Against All Odds (Take a Look at Me Now) e seguiu com Another Day in Paradise. O público fez coro, celulares foram acendidos e a noite seguiu com saudosistas cantando (e dançando) hits oitentistas e noventistas. Phil parecia animado ao tentar se movimentar na cadeira ou aceitar as brincadeiras dos backing vocals em Easy Lover, um dos pontos altos da noite. Aos 67 anos, ele pode não estar em forma física, mas sua voz continua no embalo.

Casais mais experientes abraçados eram maioria na plateia e esses aproveitaram bem momentos de baladas como em Separate Lives e até In The Air Tonight.

Ao apresentar a banda, Collins estava orgulhoso: na bateria estava Nicholas Collins, seu filho de apenas 16 anos, que arrebentou na posição. O pai coruja parecia não se aguentar ao citar o garoto por de trás das baquetas.

 (Stephan Solon / Move/Veja SP)

O espetáculo também foi recheado de períodos dançantes, dando início com You Can’t Hurry Love, seguida por Dance Into the Light e, claro, a deliciosa Sussudio, que ganhou estouros de papel voando e palmas no ar por toda a faixa. Depois de uma hora e quarenta minutos de show, o cantor encerrou com Take Me Home, com direito a queima de fogos. Apesar das restrições físicas, Collins passou longe de decepcionar seu público que espera, mesmo que com remota possibilidade, novidades do cara.

Um motivo para chegar cedo

 (Stephan Solon / Move/Veja SP)

A banda The Pretenders foi responsável por abrir o show de Collins. Chrissie Hynde, que disse ter morado na Avenida São Luis, no centro, por alguns anos,  conseguiu segurar a atenção da turma que chegava no estádio e não esperava se deparar com músicas como Talk of the Town, I’ll Stand by You, Don’t Get Me Wrong e Middle of the Road. Uma apresentação bem dançante para aquecer.

Phil Collins e The Pretenders se apresentam novamente neste domingo (25), desta vez, mais cedo. Pretenders sobem ao palco às 18h15 e Collins, às 20h, no Allianz Parque. Ainda restam ingressos para dois setores com valores de 390 reais e 760 reais.

VEJA São Paulo - Por Juliene Moretti - 25 fev 2018, 11h27

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