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Delegados veem ‘ato terrorista’ na facada em Bolsonaro

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Delegados veem ‘ato terrorista’ na facada em Bolsonaro

Três entidades da classe dos delegados federais e civis de São Paulo argumentam que 'passou o tempo em que nossa sociedade acolhia calada esse tipo de delito'

Três importantes entidades da classe de delegados federais e civis de São Paulo classificaram a facada no presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) como um ‘ato de natureza terrorista’.

Em nota pública, o Sindicato dos Delegados de Polícia Federal do Estado de São Paulo, o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo e a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo declararam ”inadmissível que um candidato ao cargo mais importante do executivo nacional, o de presidente da República, seja alvo de um atentado inexplicável num país que vive sob o chamado Estado Democrático de Direito’.

 

Bolsonaro foi golpeado quando fazia campanha no centro de Juiz de Fora (MG) na tarde desta quinta, 6. A ponta da faca o atingiu no abdome. Adélio Bispo Oliveira, o agressor, foi preso em flagrante. O candidato passou por uma delicada cirurgia e está fora de perigo.

“Já passou o tempo em que nossa sociedade acolhia calada esse tipo de delito, um ato de natureza terrorista, que afronta os princípios mais básicos da democracia, regime que lutamos tanto para reconquistar, em 1985”, argumentam os delegados, em alusão ao período da repressão militar que se arrastou por 21 anos.

Para as três entidades da classe dos delegados ‘é inegociável a necessidade de que haja liberdade plena de expressão e de pensamento, principalmente, entre aqueles que disputam o cargo de presidente, que será responsável, pelos próximos quatro anos, pelo destino social e econômico de mais de 200 milhões de brasileiros’.

Os delegados pregam ‘total liberdade para que ideias sejam expostas, defendidas e escolhidas através do sufrágio universal, a fim de que as instituições permaneçam sólidas e demonstrem, de fato, a lisura do ato democrático em todas as suas nuances, a começar pela escolha do líder do executivo nacional’.

- Estadão - Foto: FABIO MOTTA/ESTADÃO

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