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Dengue registra casos em 94% dos municípios paulistas este ano

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Dengue registra casos em 94% dos municípios paulistas este ano

Em 606 cidades, ao menos uma pessoa apresentou os sintomas da doença de janeiro a março; no mesmo perído do ano passado, eram 545 municípios

Em pelo menos 94% dos municípios paulistas já foram notificados casos de dengue este ano. Do total de 645 cidades, em 606 ao menos uma pessoa apresentou os sintomas da doença de janeiro a março, conforme dados do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde do Estado. No mesmo período do ano passado, 545 cidades (84,5%) haviam tido dengue.

A maioria das cidades com dengue zero fica no sudoeste paulista e tem menos de 10 mil habitantes. A maior concentração de casos está na região noroeste do Estado. Até 25 de março, tinham sido confirmadas 39 mortes em São Paulo.

A doença assusta populações de cidades de pequeno a médio porte, onde já são registradas mortes pela doença. Em Mirandópolis, de 29,2 mil habitantes, a primeira morte aconteceu nesta quarta-feira (10), após a paciente, uma mulher de 42 anos, ser diagnosticada com dengue hemorrágica. Ela estava internada no Hospital Estadual da cidade. A causa da morte foi confirmada pelos exames feitos no Instituto Adolfo Lutz. O município enfrenta epidemia com 805 casos de dengue este ano.

No município de Américo Brasiliense, de 38 mil habitantes, na região norte do Estado, o primeiro óbito foi registrado no último dia 4. A vítima, um homem de 47 anos, morava no Jardim São José e também teve diagnóstico de dengue hemorrágica.

Com sintomas muito similares aos de outras doenças, como as viroses e a gripe, a dengue ainda é um assunto cercado de dúvidas entre grande parte da população, conforme explica Rodrigo Lima, da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC). 

— Além da prevenção da doença, que se faz evitando a proliferação do mosquito, é importante reconhecer com rapidez os sinais e sintomas da doença, e procurar atendimento médico sempre que necessário.

Veja mitos e verdades sobre a doença:

- Não há remédio específico para a dengue, só para os seus sintomas

VERDADE
Pessoas infectadas com o vírus da dengue precisam receber bastante hidratação, independentemente da idade e da gravidade dos sintomas. Elas devem ser encorajadas a beber muito líquido, o que ajuda a evitar as complicações da doença e a controlar melhor os sintomas.

- A dengue mata

VERDADE
Se não for diagnosticada a tempo, a dengue pode, sim, ser uma doença fatal. Principalmente em sua forma hemorrágica. Por isso, o ideal é que ela seja rapidamente detectada, para evitar que o quadro clínico do paciente se agrave

- Ao identificar sintomas como fortes dores no corpo, de cabeça, vômitos e náuseas constantes, já saberei que é dengue e, por isso, não preciso procurar atendimento médico

MITO
A dengue pode ser confundida frequentemente com outras viroses e com a gripe, já que todas têm sintomas similares. Por isso, apenas um médico pode fazer um diagnóstico preciso, coisa de extrema importância na hora de definir o tratamento adequado a cada paciente

- Só é preciso se preocupar com a proliferação do mosquito durante o período de chuvas

MITO
O mosquito aedes aegypti deposita seus ovos em porções de água parada em qualquer lugar, desde pneus, pratos de vasos de plantas e outros objetos até poças no quintal e nas calhas. É natural que se pense que este acúmulo de água aconteça apenas quando chove — no entanto, períodos de estiagem são particularmente perigosos pelo hábito de armazenamento de água

- O aedes aegypti só circula durante o dia

VERDADE
Apenas a fêmea do mosquito pica as vítimas, em busca de sangue para usar no processo de colocação de seus ovos. Ela circula e pica suas vitimas apenas durante o dia, porque o aedes aegypti é um mosquito de hábitos diurnos

- Apenas com o exame de sangue é possível fechar o diagnóstico da doença

MITO
Exames de sangue são indicados apenas em quadros com potencial gravidade, em pacientes de grupos de risco (idosos, crianças, doentes crônicos). Nos pacientes em geral o diagnóstico pode ser feito apenas pelo exame clínico

 

- R7 por Agência Estado - 

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