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Depois de operação da PF, compra de tablets da Saúde de Marília é alvo de ação do MP

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Depois de operação da PF, compra de tablets da Saúde de Marília é alvo de ação do MP

No último dia 7 de março, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na secretaria devido aos indícios de superfaturamento e irregularidades na licitação.

Polícia Federal apreendeu materiais durante a operação no começo do mês (Foto: Juliana Pineda/TV Tem)

O Ministério Público Estadual também abriu inquérito para investigar a compra de tablets para a Secretaria de Saúde de Marília, em 2016.

Essa compra foi alvo de investigação e operação da Polícia Federal no começo do mês. O MPE vai investigar possíveis prejuízos aos cofres municipais.

Além do ex-secretário de saúde da época, e atual vereador Danilo Begeschi, foi indiciado também o ex-prefeito Vinicius Camarinha e o ex-secretário de saúde Helio Benetti.

A investigação é para saber se houve superfaturamento na compra dos tablets. De acordo com a investigação do MPF, os tabets foram comprados pelo dobro do preço.

 

O ex-secretário, Hélio Benetti, disse que já não era mais secretário na época da licitação. Vinicius Camarinha disse que as secretarias tinham autonomia para as licitações e que tem todo interesse para o esclarecimento dos fatos.

O vereador Danilo Begeschi disse que desconhece qualquer irregularidade em compra de equipamentos e serviços pela Secretaria Municipal de Saúde. Ele enfatiza, ainda, que nunca participou de processos licitatórios e que trabalha na secretaria há 20 anos como servidor público concursado, que possui ficha limpa e sempre se colocou à disposição da Justiça quando solicitado.

 

Operação Reboot

Operação da PF investiga compra de tablets com verbas do Ministério da SaúdeOperação da PF investiga compra de tablets com verbas do Ministério da Saúde

No dia 7 deste mês, a Polícia Federal deflagrou a operação Reboot, que investiga a compra de tablets pela Secretaria de Saúde de Marília com verba do Ministério da Saúde em 2016, durante o governo de Vinícius Camarinha.

Segundo a PF, as medidas foram determinadas pela Justiça Federal devido a indícios da prática de irregularidades durante procedimento licitatório no qual foram adquiridos 450 tablets, ao valor unitário de R$ 2.405 e total de R$ 1.082.250, com verbas do Ministério da Saúde.

De acordo com as investigações, as empresas participantes do pregão seriam todas vinculadas a uma só pessoa que possuiria relação de parentesco com vereador Danilo Bigeschi, que era assessor da Secretaria Municipal de Saúde na época.

 

Ainda no ano de 2016, em outro pregão feito pela Secretaria de Educação de Marília, foram adquiridos outros 500 tablets praticamente idênticos pelo valor unitário de R$ 1.172.

As investigações apontaram ainda que a diferença de valores indica um prejuízo intencional gerado aos cofres públicos federais de aproximadamente R$ 500 mil.

Além do crime de fraude na licitação, as investigações apontam ainda indícios dos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso, peculato e corrupção, além da possibilidade de lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Federal de Marília. Foram seis mandados de busca e apreensão em Marília, dois em São Paulo, dois em São Caetano do Sul, um em Osasco e um em Sete Barras. Todo o material foi apreendido e as investigações continuam na delegacia da Polícia Federal de Marília.

Por G1 Bauru e Marília

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