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Dono de posto de combustíveis acusado de mandar matar fiscal é solto em menos de 24 h após ter sido preso

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Dono de posto de combustíveis acusado de mandar matar fiscal é solto em menos de 24 h após ter sido preso

Fabrizzio foi morto a tiros em março de 2017; crime tem relação com a atividade de fiscalização contra fraudes de combustíveis exercida pela vítima, segundo a polícia.

Preso no cinema de um shopping de Curitiba na noite de sexta-feira (16), Onildo Chaves de Córdova foi solto menos de 24 horas depois. A Polícia Civil informou que ele deixou a delegacia no fim da tarde deste sábado (17).

Onildo é acusado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) de ser o mandante da morte do empresário Fabrizzio Machado da Silva, que presidia a Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis (ABCFC).

Fabrizzio foi morto a tiros em 23 de março de 2017, na capital paranaense.

O crime, conforme a Polícia Civil, teve relação com a atividade de fiscalização contra fraudes de combustíveis exercida por Fabrizzio.

Nesta manhã, o advogado de Onildo – Rafael Guedes de Castro – havia dito que o decreto de prisão era "absolutamente ilegal".

O alvará de soltura é do juiz substituto Rodrigo Fernandes Lima Dalledone, do Tribunal de Justiça, e foi expedido às 17h.

 

A prisão

A prisão foi um pedido do MP-PR. Após ser detido no shopping, Onildo foi levado à Delegacia de Divisão de Homicídios e Proteção á Pessoa (DHPP) e estava à disposição da Justiça.

Onildo usava tornozeleira eletrônica, pois tinha sido solto para fazer tratamento de depressão em uma clínica. Como recebeu alta, o MP-PR para que ele fosse preso novamente. Veja abaixo o vídeo da prisão.

 
Acusado de matar empresário do ramo de combustíveis é preso em shopping em CuritibaAcusado de matar empresário do ramo de combustíveis é preso em shopping em Curitiba
 

Júri popular

 

Fabrizzio foi morto à época em que ajudava uma equipe do Fantástico a fazer uma reportagem sobre a fraude de combustíveis em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, segundo o MP-PR.

Três horas antes de ser assassinado, ele havia feito o último contato com os repórteres.

De acordo com a denúncia apresentada à Justiça pelo MP-PR, Onildo Chaves encomendou a morte de Frabrizzio para se vingar dele devido às investigações que fazia.

A acusação diz que Onildo procurou Jeferson Rocha da Silva que aderiu ao plano e indicou Patrick Jurczyszyn Leandro para executar o crime. Todos eles são réus no processo.

Segundo a decisão, Patrick recebeu a oferta de aproximadamente R$ 20 mil para matar a vítima.

Patrick e Matheus Willian Marcondes – outro réu da ação – foram até as proximidades da casa do empresário e, quando ele chegava em casa de carro, por volta das 22h, os dois bateram na traseira do veículo da vítima.

Ao sair do veículo para ver o que tinha acontecido, Fabrizzio foi atingido por tiros disparados por Patrick, sem chance de defesa.

 
Fabrizzio Machado da Silva, morto em 24 de março, presidia a Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis (Foto: Reprodução/RPC)Fabrizzio Machado da Silva, morto em 24 de março, presidia a Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis (Foto: Reprodução/RPC)
 

O que dizem as defesas

Anteriormente, o advogado de Patrick afirmou que iria se manifestar no recurso ao Tribunal de Justiça.

Já a defesa de Jefferson disse que o cliente colaborou no esclarecimento dos fatos e que ele apenas repassou o telefone de Patrick para Onildo.

O advogado de Matheus afirmou que a inocência do cliente será comprovada em recurso.

Por RPC Curitiba 

 

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