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Em um ano, FAB transporta 275 órgãos para transplante

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Em um ano, FAB transporta 275 órgãos para transplante

Decreto assinado pelo presidente da República, Michel Temer, possibilitou aumento das missões para salvar vidas

Foto) De acordo com levantamento divulgado pela FAB, os órgãos mais transportados foram fígado (130), coração (68) e rim (44).

 A Força Aérea Brasileira (FAB) transportou 275 órgãos para transplantes em 365 dias. Esse resultado foi possível graças à assinatura do decreto nº 8.783, pelo presidente da República, Michel Temer, determinando que uma aeronave esteja sempre à disposição na capital federal para realizar o transporte de órgãos doados.

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A medida vale desde o dia 7 de junho de 2016 e também permite o uso de outros aviões da Aeronáutica lotados por todo o País, a depender do trajeto a ser atendido. Foram 216 voos realizados no período.

Antes disso, a FAB não podia manter uma aeronave exclusiva para transportar órgãos. Entre janeiro e junho do ano passado, apenas cinco órgãos haviam sido transportados pelos aviões militares. No mesmo período de 2017, esse número subiu para 86, o que representa um aumento de 1.600%.

Desafio contra o tempo

O processo de transporte de órgãos é iniciado quando a Central Nacional de Transplantes (CNT) é informada por alguma central estadual sobre a existência de órgão e tecido em condições clínicas para o transplante.

A CNT aciona as companhias aéreas para verificar a disponibilidade logística. Se houver voo compatível, os aviões comerciais recebem o órgão e levam ao destino. Quando não há, a central contata a FAB, que desloca um ou mais aviões para a captação e transporte do órgão.

A logística envolvida em um transplante é complexa. Cada órgão tem um Tempo de Isquemia Fria (TIF), ou seja, o período que ele pode ficar sem circulação sanguínea.

O coração é o órgão de menor TIF, já os rins podem ficar até 24 horas sem serem irrigados. O transporte precisa ocorrer em uma caixa térmica que mantenha temperaturas entre 2 a 8°C. Se for abaixo do previsto, o órgão pode congelar, inviabilizando o transplante. Impactos mecânicos também podem danificar o órgão.

Com o transporte realizado pela FAB,  processo se torna mais viável e ágil, uma vez que as aeronaves têm condições para pousar em pistas e aeroportos menores, o que possibilita maior mobilidade fora das capitais.

- Portal Brasil - Atualizado 07/06/2017 13h11

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