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Especialistas desmentem mitos sobre beleza que envolvem vegetarianismo ou veganismo

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Especialistas desmentem mitos sobre beleza que envolvem vegetarianismo ou veganismo

Médico, ativista e produtores de cosméticos falam sobre questões como queda de cabelos, unhas fracas, envelhecimento, flacidez, obesidade e testes em animais

Foto - Modelos Katia André, Isabella Trad e Marcela Thomé usando produtos da Simple Organic que produz cosméticos vegans Fotos: 1ª Andrea Dermatte, 2ª e 3ª Carlos Sales; imagens cedidas pela assessoria de imprensa da Simple Organic

Recentemente, a apresentadora Xuxa e o ator Juno Andrade anunciaram que cortaram a carne da alimentação. Consequentemente, criaram uma oportunidade para que o tema vegetarianismo fosse discutido pelo grande público.

Há seis meses, também decidi adotar uma dieta sem carne e, atualmente, estou buscando um estilo de vida sem exploração de animais. Passei a me deparar com questionamentos e, muitas vezes, afirmações incorretas sobre aspectos de beleza e saúde de quem é vegetariano ou vegano. Para esclarecer esses mitos conversei com alguns especialistas; veja as respostas:

“Quem é vegetariano tem queda de cabelo e unhas fracas”

“O principal nutriente para os cabelos e as unhas é o ferro e você consegue encontrá-lo facilmente em uma alimentação sem carne. Basta intensificar o consumo de alimentos ricos em ferro, como feijão e ervilha, e em vitamina C, pois ela facilita a absorvição do ferro.” – Eric Slywitch, médico especialista em nutrologia, com ênfase em alimentação vegetariana

“Isso acontece com qualquer pessoa que tenha deficiência nutricional. Quando você é vegano, você come muitos alimentos que são anti-inflamatórios e isso favorece a saúde como um todo. Depois que eu me tornei vegana, o meu cabelo ficou muito mais forte.” – Alana Rox, ativista, embaixadora da ONG Mercy for animals e da marca de cosméticos Baims, autora do livro Diário de uma vegana e apresentadora de um programa de mesmo nome no canal GNT

“As pessoas engordam quando adotam uma alimentação vegetariana”

“Para manter a alimentação saudável e equilibrada basta trocar a carne por feijões e aumentar o consumo de leguminosas. Uma porção de carne é o equivalente a 190 calorias; uma concha de feijão tem 190 calorias e o dobro de ferro do que a proteína animal. O ferro da carne é mais absorvido pelo organismo, mas como o feijão tem mais ferro a absorvição final é a mesma.” – Eric Slywitch

“Algumas pessoas que adotam uma dieta vegetariana caem na cilada de comer muito amido, como pizza e pão, e engordam. Isso acontece porque temos um instinto de compensação e pensamos “já que não estou comendo carne, vou comer coisas gostosas”. Uma alimentação rica em amido engorda até uma pessoa que come carne.  Vegetarianos e veganos precisam ter uma alimentação saudável, até porque o índice de retorno é de 35% quando você não tem uma nutrição equilibrada. E você pode comer coisas gostosas e saudáveis mesmo sendo vegetariano ou vegano.” – Alana Rox

Máscaras faciais frescas produzidas pela Lush Foto: Imagem cedida pela assessoria de imprensa da LushMáscaras faciais frescas produzidas pela Lush Foto: Imagem cedida pela assessoria de imprensa da Lush

 

“Vegetarianos tem flacidez e a pele envelhece mais rápido”

“Muitas pessoas se preocupam com o colágeno. No entanto, se você tem uma alimentação que supre todos os nutrientes seu corpo vai produzir colágeno normalmente.” – Eric Slywitch

“É impossível ser uma indústria de cosméticos sem testar em animais”

“Alguns países exigem que se tenham alguns testes em animais, dentre eles, a China.  Se tem um país como a China, que exige, a gente prefere não vender na China do que fazer teste em animais. Estamos começando o processo de exportação da Simple Organic para outros países e regiões, como a Europa e Estados Unidos, já que nesses locais os testes em animais não são exigidos. A Simple Organic não tem matérias-primas que sejam tóxicas e agressivas o suficiente para que seja necessário testar em um ser vivo antes do uso humano.” – Patricia Lima, fundadora da marca de cosméticos  brasileira Simple Organic 

“A Lush é prova de que é possível. Desde que a marca nasceu, há 22 anos, não fazemos testes em animais. Há 30 anos os sócios da empresa tinham negócios na área sem fazer testes em animais. Exigimos dos nossos fornecedores uma declaração de que também não fazem esse tipo de teste. Para nós esse assunto é uma questão de honra, nos levamos muito a sério. Por isso não atendemos ao mercado chinês. No entanto, temos uma equipe de profissionais lá focada em relacionamento com autoridades para que a China interrompa a exigência de testes em animais.” – Renata Pagliarussi, diretora geral da Lush Brasil (70% dos produtos da Lush são veganos)

“Alguns países como Austrália, Noruega e Suíça baniram os testes em animais. Como você vai testar em animais algo para o ser humano? O ser humano não tem direito sobre outro ser. A crueldade não pode ser aceita como normal. Hoje cada dia mais existem outros caminhos.” – Alana Rox

“Cosméticos cruelty free não são seguros, pois não foram testados em animais”

“Uma marca cruelty-free não está isenta do processo de teste, todos os produtos passam por testes. São vários tipos de teste, entre eles, o de estabilidade e o microbiológico. Não há hoje em dia a necessidade de testar em animais, já existem tecnologias e testes que substituem.” – Patricia Lima

“Os testes em animais são cruéis e não garantem segurança e eficácia para os humanos. Testes em animais são obsoletos. Todos nossos cosméticos são testados em laboratório, com a cultura de tecidos, por exemplo. Também fazemos testes com pessoas voluntárias. Além disso, temos o Lush Prize – uma iniciativa que promove pesquisadores que se dedicam a alternativas aos testes em animais.” – Renata Pagliarussi

- O Estado de São Paulo - E Mais - Por Gabriela Marçal

 

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