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Estudante cria pulseira para ajudar pessoas cegas

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Estudante cria pulseira para ajudar pessoas cegas

Jovem desenvolve tecnologia que evita acidentes, aumenta a segurança e dá mais autonomia para pessoas com baixa ou nenhuma visão

Luan aposta na tecnologia para facilitar a rotina - José Eduardo Dias/Divulgação

Usar a tecnologia para tornar a vida mais simples, essa é a proposta da pesquisa do estudante Luan de Oliveira, de 22 anos, que desenvolveu uma pulseira para pessoas cegas se guiarem com mais segurança.

A novidade é que a pulseira alerta sobre os objetos nas calçadas, que estão acima da cintura do usuário, como os orelhões e as placas, e deve ser usada no pulso oposto ao que comanda a bengala.

“A ideia é que as pessoas cegas tenham mais autonomia ao andar pelas ruas”, explica Oliveira. O estudante do curso de Eletroeletrônica da ETEC (Escola Técnica Estadual) Prof. Armando Bayeux da Silva, em Rio Claro, conta que começou a desenvolver o projeto pensando em fazer algo útil para a sociedade. “O objetivo é evitar acidentes com objetos que estão pelo caminho e não são percebidos pela bengala, como uma janela aberta, por exemplo.”

No início da pesquisa, Oliveira pensou em fazer uma bengala eletrônica, que pudesse alertar por meio de vibração, ao se deparar com esse tipo de objetivo. Após 10 meses de muita pesquisa, o estudante sob a orientação do professor Eduardo Lima, optou pela pulseira.

 
Pulseira alerta para obstáculos nas ruas

“Tínhamos a intenção de fazer um protótipo em uma impressa 3D, mas diante do alto custo, desistimos”, diz Lima. O jeito foi improvisar. Um relógio antigo serviu de modelo para colocar o circuito.

“Antes de apresentar a pulseira, algumas pessoas cegas testaram e deram um retorno positivo e já patenteamos o nosso produto, agora estamos na fase de conversar com a indústria para viabilizar a produção”, diz Oliveira.

O jovem Luan de Oliveira sonha em cursar engenharia biomédica no Inatel (Instituto Nacional de Telecomunicações) no polo tecnológico de Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas Gerais. “Passei no vestibular, mas não consegui nota suficiente para conseguir bolsa e não tenho condições de pagar o curso”, conta. A ideia é tentar novamente no fim do ano a bolsa de estudos.

Oliveira estudou até o quarto ano em escola pública, quando conseguiu uma bolsa no colégio Objetivo, onde concluiu o ensino médio. “Não me sentia preparado para ingressar em uma universidade, precisava trabalhar e optei por fazer um curso técnico”.

“Meu sonho? Fazer um intercâmbio para os Estados Unidos, conhecer o Vale do Silício e me desenvolver ainda mais”.

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