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EUA não terão escolha a não ser 'destruir totalmente' a Coreia do Norte, diz Trump na ONU

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EUA não terão escolha a não ser 'destruir totalmente' a Coreia do Norte, diz Trump na ONU

Declaração provocou murmúrios na plateia de líderes mundiais; presidente americano ressaltou que 'ditadura socialista' de Nicolás Maduro destruiu um país que era próspero e levou população à miséria e à fome

Foto - Declaração de Trump sobre Coreia do Norte provocou murmúrios na plateia de líderes mundiais reunidos em Nova York para a Assembleia-Geral da ONU Foto: AFP PHOTO / TIMOTHY A. CLARY

NOVA YORK, EUA - O presidente americano Donald Trump disse na manhã desta terça-feira, 19, na Organização das Nações Unidas (ONU) que os EUA não terão outra escolha que não “destruir totalmente” a Coreia do Norte, caso sejam obrigados a defender a si ou a seus aliados da ameaça nuclear representada pelo regime de Kim Jong-un. Ele também falou sobre Venezuela e disse que país está a beira do caos.

A declaração sobre Pyongyang provocou murmúrios na plateia de líderes mundiais reunidos em Nova York para a Assembleia-Geral da organização. “Esperamos que isso não seja necessário. É para isso que a ONU existe", afirmou. Mas o republicano alertou: “A Coreia do Norte tem de reconhecer que a denuclearização é seu único futuro aceitável."

Em discurso agressivo de 40 minutos, ele também atacou o Irã e disse que o acordo sobre o programa nuclear do país - fechado por seu antecessor, Barack Obama - é “embaraçoso” para os EUA. Segundo ele, o governo de Teerã é uma “ditadura corrupta” com uma falsa fachada de democracia. Trump acusou a república islâmica de exportar caos e violência, de apoiar grupos terroristas e de realizar ameaças abertas contra os EUA e seu principal aliado no Oriente Médio, Israel.

Na América Latina, os alvos de Trump foram Cuba e Venezuela. O presidente americano afirmou que seu governo não levantará mais sanções contra Havana enquanto o governo de Raúl Castro não tomar medidas que levem a mudanças políticas na ilha. O republicano afirmou ainda que a “ditadura socialista” do venezuelano Nicolás Maduro destruiu um país que era próspero e levou população à miséria e à fome. “Peço a cada país representado aqui hoje que esteja preparado para fazer mais para enfrentar essa crise política.”

Em seu primeiro discurso à Assembleia-Geral, Trump promoveu sua visão nacionalista traduzida no slogan “América em Primeiro Lugar”. Em vários momentos do pronunciamento ele defendeu a soberania das nações e fez um ataque direto ao mecanismo fundamental de funcionamento do multilateralismo: a submissão a acordos e instituições multilaterais.

Fiel à sua retórica de campanha, ele apresentou o sistema como responsável pela suposta decadência da classe média dos EUA. Seu rechaço ao multilateralismo teve a mais contundente manifestação com sua decisão de abandonar o Acordo de Paris sobre mudança climática.

Abandonando a posição tradicional de Washington de promover valores ocidentais, como democracia e respeito aos direitos humanos, Trump defendeu o respeito a diferentes formas de governo e diferentes culturas. Em sua opinião, apenas nações soberanas “fortes” que trabalham juntas podem garantir a estabilidade global. “Na América, não buscamos impor nosso modo de vida a ninguém”, afirmou. Ele ressaltou que seu país prefere ser um exemplo a ser seguido.

Antes de Trump, o brasileiro Michel Temer discursou e falou sobre o desarmamento nuclear, manifestou-se contra o nacionalismo exacerbado e o protecionismo, e promoveu a acolhida de imigrantes e refugiados.

Cláudia Trevisan, enviada especial / Nova York, O Estado de S.Paulo - 

19 Setembro 2017 | 11h42 
Atualizado 19 Setembro 2017 | 12h15

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