Viva Marilia | Viva Marília é a simplicidade através de conteúdos que façam a diferença na vida daqueles que dedicam seu precioso tempo para nos ler.

Ex-dirigentes confirmam que PROS vendeu tempo de TV ao PT em 2014

Data: / 297 views
Ex-dirigentes confirmam que PROS vendeu tempo de TV ao PT em 2014

De acordo com "VEJA" a Odebrecht recebeu um pedido dos petistas para que a empresa comprasse cinco partidos: PP, PDT, PCdoB, PRB e Pros

Foto) “ONÇA” - Euripedes Junior (à dir.) e o helicóptero do Pros: política, negócios e fortuna (Divulgação)

Ex-dirigentes do Partido Republicano da Ordem Social (PROS) confirmaram à revista "Veja" a informação de delatores da Odebrecht de que a legenda vendeu seu tempo de rádio e tv à campanha da ex-presidente Dilma Rousseff em 2014.

O PROS negou, em nota, as acusações. De acordo com o partido, todas as doações de campanha que recebeu foram "devidamente prestadas a Justiça eleitoral." O PROS afirmou ainda que os ex-dirigentes do partido que falaram à revista "não fazem parte do PROS, foram expulsos do partido e desde então tentam intervir na executiva por meio de ações judiciais infrutíferas, inclusive, com uma delas extinta diante da ilegitimidade ativa deles." Veja ao fim da reportagem

Em depoimento ao Ministério Público Federal dentro de acordo de delação premiada no âmbito da Lava Jato, o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Alexandrino Alencar, afirmou que o PT orquestrou um esquema para a compra do tempo de rádio e tv de cinco partidos que faziam parte da coligação de apoio à candidatura de Dilma: PROS, PCdoB, PRB, PDT e PP.

 

De acordo com Alexandrino, cada partido receberia R$ 7 milhões, que foram pagos pela Odebrecht. Ainda de acordo com ele, o intermediário da operação foi o então tesoureiro da campanha presidencial de Dilma, Edinho Silva, hoje prefeito de Araraquara (SP).

De acordo com a mais recente edição da revista "Veja", o ex-deputado federal pelo PROS Salvador Zimbaldi admitiu que recebeu de Alexandrino Alencar um pacote contendo dinheiro, que foi repassado ao partido.

Zimbaldi, de acordo com a revista, disse que ficou sabendo depois que dentro do pacote havia R$ 500 mil e que se tratava de parte do pagamento pela venda do tempo de tv do PROS ao PT.

O ex-deputado contou, ainda segundo Veja, que pegou o pacote a pedido do presidente do PROS, Eurípedes Junior. Depois de recebe-lo das mãos de Alexandrino Alencar, contou Zimbaldi, o pacote foi entregue a um funcionário do partido, que o levou a Brasília.

 

Por meio de nota, o presidente do PROS, Eurípedes Junior, afirmou que "nega com veemência as acusações."

O ex-tesoureiro e fundador do PROS, Niomar Calazans, disse à revista ter testemunhado a transação. Ele afirmou que, antes do primeiro turno da eleição de 2014, Eurípedes Junior, que estava negociando o tempo de tv com o PT, teria comentado com ele: "vai entrar uma grana boa aí, fechamos acordo com a Dilma."

Segundo Calazans, o dinheiro teria ido para o bolso do presidente do partido e abastecido campanhas políticas na forma de caixa dois.

A TV Globo confirmou com Calazans as informações dadas à revista.

O presidente de honra do partido, Henrique José Pinto, também acusa o atual presidente Eurípedes Junior. Ele disse que, na época, chegou a comentar com Eurípedes se os R$ 7 milhões não eram dinheiro demais. Segundo Henrique José Pinto, Eurípedes teria respondido: "é pouco, vale R$ 50 milhões."

 

O que diz o PROS?

 

Em nota, o PROS negou as acusações de que vendeu o tempo de tv ao PT em 2014.

"O PROS preza pela autonomia das executivas estaduais, respeitando as conjunturas políticas locais e as diretrizes partidárias, no que se refere às suas bandeiras de atuação, como por exemplo, a redução de impostos e as políticas públicas voltadas para a saúde, educação, segurança, transporte, energia renovável, agricultura sustentável, turismo e cultura, entre outras áreas. Não houve enriquecimento do presidente do partido. Com relação a Salvador Zimbaldi, que era o presidente do estado de SP na época e não é mais, ele que responda pelas acusações feitas a ele. Não houve qualquer pedido do presidente nacional do partido para que ele recolhesse qualquer valor de doação eleitoral ilegal", diz o partido na nota.

O PROS afirmou ainda que "todas as suas doações de campanha foram devidamente prestadas a Justiça eleitoral". Informou ainda, sobre os ex-dirigentes citados pela "Veja", que "essas pessoas que confirmaram algo não fazem parte do PROS, foram expulsos do partido e desde então tentam intervir na executiva por meio de ações judiciais infrutíferas, inclusive, com uma delas extinta diante da ilegitimidade ativa deles."

- Por G1, com informações da GloboNews e da TV Globo, Brasília - 

- Comente, Compartilhe e Interaja em sua rede social.

Veja Também: Artigos Relacionados