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Ex-moradora de rua deixa vício e vende balas para fazer faculdade em SP

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Ex-moradora de rua deixa vício e vende balas para fazer faculdade em SP

Jéssica chegou a comer lixo e se prostituiu para comprar drogas. Hoje, ela paga pensão para os dois filhos, que moram com o pai.

Ex-moradora de rua, Jéssica Bomfim, de 25 anos, começou este ano a vender balas em ônibus que circulam entre o bairro Jabaquara, na Zona Sul de São Paulo, e São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Após conseguir deixar as ruas e o vício em crack, a jovem quer juntar dinheiro para ter a guarda dos dois filhos e fazer faculdade de enfermagem.

Em sua bolsa, ela carrega balas de goma e os cadernos com as matérias do 7º ano do ensino básico, que ela faz em supletivo. Mesmo pagando as passagens, Jéssica muitas vezes opta por se sentar no chão e deixar livre o assento para os demais passageiros e potenciais clientes.

É entre essas poltronas que ela abre seus cadernos e livros para estudar no intervalo entre uma venda ou outra.

 

"Faço isso para tentar realizar meus sonhos, minha vida já foi muito complicada e cheia de dificuldades. Larguei o crack, a maconha, a cocaína, cheguei a morar na rua, comi lixo, me prostituí, fui muito humilhada. Hoje sou outra pessoa", afirma.

Jéssica seria mais um daqueles típicos vendedores de balas nos ônibus, mas ela acaba chamando a atenção dos passageiros por duas coisas: a forma como faz a propaganda do produto e pelo sorriso que sempre oferece para quem está nos ônibus.

"O sorriso é minha marca registrada. Todo mundo fala, 'nossa, você está sempre sorrindo, você não tem problemas?'"

As dificuldades da vida de Jéssica não transparecem quando ela se dirige aos clientes, apenas o sonho de estudar e ter uma profissão.

 

"Tem gente que nem olha pra mim, que nem segura a bala para eu poder falar, mas também tem gente que compra para dar apoio, que fala para eu não desistir."

 

Ela já chegou a vender doces que fazia em casa fora dos terminais de ônibus. Os clientes mais habituais eram os taxistas, que lhe homenagearam com o apelido de "Docinho".

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