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Favorito ao Oscar 2024, filme com Annette Bening e Jodie Foster acaba de estrear na Netflix e vale cada segundo

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Favorito ao Oscar 2024, filme com Annette Bening e Jodie Foster acaba de estrear na Netflix e vale cada segundo

Delineando um panorama que transcende as fronteiras do gênero biográfico, “Nyad”, sob a batuta criativa de Elizabeth Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin, transforma-se em uma celebração tenaz da capacidade de superação inerente ao ser humano.

A trama, orquestrada pelo texto astuto de Julia Cox e sob a vigilância inspirada de Diana Nyad, entrelaça passagens de introspecção e grandiosidade, narrando a extraordinária empreitada da nadadora e comunicadora que, aos 64 anos, enfrentou o oceano Atlântico com a força de uma guerreira, uma viagem que não apenas ressalta sua tenacidade excepcional, mas também uma contínua confrontação com as fragilidades da condição humana.

Annette Bening, personificando Diana Nyad, apresenta uma performance que é um estudo de força e vulnerabilidade, pintando um retrato multifacetado de uma mulher que, em face da adversidade, não apenas persiste, mas se eleva. Jodie Foster, na pele de Bonnie Stoll, oferece uma interpretação que equilibra nuances sutis com intensidade dramática, ilustrando o alicerce emocional que sustenta Nyad em seus momentos mais tenebrosos. A sinergia entre Bening e Foster é um fulcro do filme, catalisando uma energia que reverbera para além da narrativa, estabelecendo um elo empático com a audiência.

A profundidade da narrativa de “Nyad” se estende para a meticulosa preparação e a jornada monumental de Nyad, uma exploração que penetra as camadas da tenacidade mental e da fortitude emocional. O trajeto de 177 quilômetros entre Havana e Key West é pontilhado por perigos que vão desde tormentas implacáveis a encontros com a fauna marinha ameaçadora, metáforas das incontáveis adversidades que Diana enfrentou, abrangendo tanto os desafios pessoais quanto profissionais ao longo de sua vida.

Confrontando a vastidão do oceano e os espectros de um passado tempestuoso, o filme não se esquiva dos momentos de fragilidade de Diana, desvendando sua relação complexa com um pai dominador e a cicatriz deixada pelo abuso sexual sofrido. A narrativa, contudo, concentra-se na resiliente capacidade de Diana de transcender tais obstáculos, com a direção enfatizando a narrativa de renascimento e de vitória em face do infortúnio.

Com um histórico de explorar os contornos da persistência humana em “Free Solo”, Chin e Vasarhelyi reafirmam seu talento para destilar a essência da tenacidade humana frente a desafios imponentes. Em “Nyad”, entrelaçam um conto que vibra com uma mensagem de otimismo e audácia, incitando uma reflexão sobre a indomável energia do espírito humano e a sua capacidade de encontrar luz mesmo nas mais obscuras tormentas.

A odisseia de Diana Nyad, mais do que uma jornada aquática, é um manifesto de que idade e circunstâncias podem ser fagulhas para feitos notáveis, não barreiras. “Nyad” serve como um manifesto de que a existência, embora despida de certezas e segurança, é um percurso digno de ser trilhado com ousadia e uma paixão indomável.

Filme: Nyad
Direção: Elizabeth Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin
Ano: 2023
Gêneros: Biografia, Drama, Aventura
Nota: 10/10

REVISTA BULA - POR FERNANDO MACHADO EM FILMES - 04/11/2023 - 

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