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Gari que estudou com livros do lixo agora é doutor

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Gari que estudou com livros do lixo agora é doutor

Ele tem 39 anos de idade e trabalhou 21 anos como gari

Cícero com o diploma - Foto: arquivo pessoal
 

Quem via Cícero Rodrigues Ferreira, o “Ferreirinha”, trabalhando como gari, não imaginava que um dia ele se tornaria um doutor em Teologia… mas ele conseguiu.

Ferreirinha, que conquistou o sonho estudando com livros que pegava no lixo, comemorou ao receber o diploma pelo correio, no final do ano passado.

Ele tem 39 anos de idade e trabalhou 21 anos como gari, fazendo a limpeza nas ruas da cidade de Crato, no Sul do Ceará.

 

Quando tinha 18 anos, Cícero começou a recolher livros jogados em sacolas plásticas e caixas de papelão, para estudar.

Graças aos estudos, ele foi promovido seis anos atrás e deixou de varrer e recolher lixo nas ruas para cuidar da parte administrativa, emitindo ofícios e memorandos, e fazendo registro de horas-extras.

Há quatro anos ele passou a ser dividir a rotina do trabalho com a sala de aula, agora como professor em instituições de ensino de Crato, Juazeiro do Norte, Iguatu e Icó.

Superação

Mais velho de quatro irmãos, Ferreirinha teve uma infância pobre e cresceu em uma casa de apenas um cômodo, no bairro Alto da Penha, em Crato.

Os pais não tiveram a sorte de estudar, mas sempre incentivaram as crianças a terem outro destino.

Com influência do reggae do cantor jamaicano Bob Marley, Ferreirinha aprendeu inglês e começou a dar aula no ensino secundário de inglês básico, na adolescência. “Por ser muito fã, aprendi o idioma”, lembra.

Aos 18 anos, Cícero conseguiu seu primeiro emprego na coleta de lixo de Crato. Trabalhava das 5h às 18h. À noite, mesmo cansado, ainda assistia às aulas para concluir o ensino médio e depois a faculdade.

Inspiração

Como Ferreirinha se sente?

“Realizado”, como ele mesmo se descreve.

Cícero disse que se sente orgulhoso da trajetória e sabe a divulgação da história dele pode abrir os olhos de gente que também pode mudar de vida.

“Eu inspiro outras pessoas”, concluiu.

- R7 - 

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