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Hospital em Bauru, referência em cirurgia de fissurados, reduz atendimentos por falta de dinheiro

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Hospital em Bauru, referência em cirurgia de fissurados, reduz atendimentos por falta de dinheiro

Centrinho sempre foi uma referência nesse tipo de tratamento em toda a América do Sul

Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais da Universidade de São Paulo (USP), conhecido como Centrinho, em Bauru (SP), sempre foi uma referência nesse tipo de tratamento em toda a América do Sul, mas por falta de dinheiro, ultimamente vem reduzindo os atendimentos, o que tem preocupado quem precisa desse tipo de cirurgia.

 

Segundo a representante do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp), Cláudia Carrer, o número de cirurgias vem caindo, principalmente por conta da redução no quadro de funcionários. Desde janeiro de 2015, 101 servidores deixaram o centrinho por motivos diversos, entre eles o Programa de Incentivo à Demissão Voluntária.

“Diminuiu o funcionário para dar esse atendimento ao paciente em questão de cirurgias. Antigamente o centrinho realizava 32 cirurgias por dia, tem dias hoje que realiza dez, cinco cirurgias”, diz Cláudia.

 

A direção do Centrinho confirmou em nota que o número de atendimentos está diminuindo por conta da redução do quadro de funcionários, principalmente médicos anestesistas. Disse ainda que essas vagas não foram preenchidas por falta de recursos.

São verbas enviadas pela própria USP e pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Eu também entendo que em questão de saúde tem que ter investimento. Mas eles alegam que a demanda de pacientes já atendidos no Centrinho está muito grande e que não dão conta de fazer as cirurgias na idade certa. Mas nós funcionários estamos aqui para trabalhar e atender esse paciente”, explica Cláudia.

 

Uma mulher do Vale do Paraíba encontrou em Bauru o tratamento que a filha precisava. Ela não quer se identificar, mas conta que a menina nasceu com uma fissura nos lábios e fez o tratamento todo no Centrinho, mas uma cirurgia necessária para concluir todo o processo ainda não foi marcada e ela está preocupada. “Ela precisa fazer essa correção para poder começar a aprender falar direito, ela tem a fala errada.”

 

Desde setembro do ano passado o Centrinho também reduziu temporariamente o número de agendamento de casos novos para apenas 4 por semana. Segundo o hospital, isso foi necessário para conseguir atender quem já é paciente. Além disso, a superintendencia alega que a instituição não é mais a única no Brasil credenciada pelo SUS para o atendimento desse tipo de especialidade. Existem hoje 28 centros habilitados para tratamento de fissura labiopalatina e 29 serviços de implante coclear em diversos estados.

O Centrinho informou também que as prioridades são atender pacientes da Diretoria Regional de Saúde de Bauru e do Estado de São Paulo.

 
Mãe está preocupada com a cirurgia da filha que não foi marcada no Centrinho em Bauru (Foto: Reprodução/TV TEM)Mãe está preocupada com a cirurgia da filha que não foi marcada no Centrinho em Bauru (Foto: Reprodução/TV TEM)
 
Por G1 Bauru e Marília - 03/05/2017
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