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Irmã de moradora de rua assassinada diz que vítima pediu R$ 1 para comprar pão

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Irmã de moradora de rua assassinada diz que vítima pediu R$ 1 para comprar pão

Homem foi preso por efetuar os disparos e disse que reagiu a uma tentativa de assalto. Delegado diz que hipótese de legítima defesa é 'fantasiosa'.

Imagem mostra homem atirando à-queima-roupa contra pedinte; mulher morreu no local

 

A irmã da moradora de rua Zilda Henrique dos Santos Leandro, de 31 anos, morta em Niterói, Região Metropolitana do Rio, chegou na Divisão de Homicídios na manhã desta quarta-feira (20) chorando muito.

“Minha irmã só pediu R$ 1 para comprar pão. Ele ficou de graça, dizendo que iria dar um tiro nela. Minha falou que duvidava e foi atrás dele. Foi quando ele atirou”, disse a irmã da vítima que pediu para não ser identificada - ela disse ter medo de Aderbal Ramos de Castro, preso como autor dos disparos.

Segundo ela, ele trabalha como segurança no Centro de Niterói. “Minha irmã tinha casa, mas preferia ficar na rua. Nunca imaginei que algo parecido poderia acontecer com ela algum dia. Nossa família está arrasada”.

Irmã de moradora de rua morta em Niterói diz que Néia pediu R$ 1 para compar pão — Foto: Carlos Brito / G1

Irmã de moradora de rua morta em Niterói diz que Néia pediu R$ 1 para compar pão — Foto: Carlos Brito / G1

 

Hipótese de legítima defesa é 'fantasiosa'

 

De acordo com o delegado Bruno Reis, que investiga o caso, Aderbal alegou que reagiu a uma tentativa de assalto, mas a polícia não acredita nessa possibilidade. "Pelo menos até agora, a hipótese alegada de legítima defesa é fantasiosa. No depoimento, ele disse que não sabia nem se a vítima era homem ou mulher. Apenas que se assustou por achar que seria assaltado e atirou”.

Ainda segundo Reis, Aderbal possui posse, mas não porte de armas. E, em função disso, não poderia estar armado na rua já que a posse de arma autoriza apenas ter arma em casa ou em local de trabalho.

 

“Ele confirmou que mantinha aquela arma em casa, mas que, naquele dia, decidiu levá-la ao trabalho porque tinha medo de ser assaltado no caminho”, explicou o delegado.

A polícia ainda destacou que Aderbal não era segurança de ruas do Centro de Niterói, como acredita a irmã da vítima, mas dono de um comércio na região.

A polícia chegou a Aderbal por meio da utilização das câmeras do circuito de segurança da Prefeitura de Niterói. Ele não possui antecedentes criminais.

 

Vítima ficou caída na rua

 

Zilda, que é conhecida como Néia, foi morta no sábado (16), no meio de uma rua no Centro do município. Imagens gravadas por câmeras de segurança da região mostram o momento em que ela aparece falando e gesticulando e caminha na direção de um homem que passa pelo local. Ele tenta desviar, mas Néia o acompanha.

Em seguida, o homem saca a arma e dispara, pelo menos, duas vezes em direção à mulher. Depois disso, ele sai andando com a arma na mão enquanto a vítima fica caída no meio da rua.

Aderbal está preso na Delegacia de Homicídios de Niterói. Ele disse para a sua advogada de defesa que reagiu a uma tentativa de assalto.

 
- Por Carlos Brito, G1 Rio - 
 
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