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Justiça prorroga prisões temporárias de suspeitos envolvidos em fraude do Fies

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Justiça prorroga prisões temporárias de suspeitos envolvidos em fraude do Fies

Cofres apreendidos na residência de um dos investigados foi aberto e relógios de luxo, joias e dólares foram localizados e apreendidos

Relógios, dinheiro e objetos de luxo foram apreendidos dentro de cofre de investigado da Operação Vagatomia — Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Justiça Federal prorrogou por mais 5 dias a prisão de 11 suspeitos envolvidos em fraude do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) durante a Operação Vagatomia, realizada na terça-feira (3) pela Polícia Federal de Jales (SP) na região. Vinte pessoas estão presas.

A operação investiga suspeitos de participarem de um esquema de fraude na concessão do Fies e também na comercialização de vagas e transferências de alunos do exterior, principalmente Paraguai e Bolívia, para o curso de medicina em Fernandópolis (SP).

Outras 11 pessoas continuam com as prisões preventivas decretadas. Dois investigados seguem foragidos.

Na sexta-feira (6), um dos cofres apreendidos na residência de um dos investigados foi aberto e relógios de luxo, joias e dólares foram localizados e apreendidos. Estimativas da Polícia Federal indicam que, nos últimos cinco anos, aproximadamente R$ 500 milhões do Fies e Prouni foram concedidos fraudulentamente.

José Fernando, que também é o reitor da instituição, foi preso em São Paulo. O filho dele foi preso no aeroporto de Guarulhos (SP). Eles são apontados pela PF como chefes do esquema. 

Operação

As investigações começaram no início do ano após a PF receber informações de que estariam ocorrendo irregularidades no campus de um curso de medicina em Fernandópolis.

De acordo com a PF, vagas para ingresso, transferência e financiamentos Fies para o curso de medicina estariam sendo negociados por até R$ 120 mil por aluno.

O esquema contava com “assessorias educacionais”, que vendiam vagas no curso de medicina, financiamentos Fies e Prouni, além de fraudes em cursos relacionados ao Exame Revalida.

 
Policiais federais fizeram buscas em universidade e casas de investigados em Fernandópolis — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Policiais federais fizeram buscas em universidade e casas de investigados em Fernandópolis — Foto: Polícia Federal/Divulgação

 

De acordo com a PF, essas assessorias tinham o apoio dos donos e toda a estrutura administrativa da universidade para negociar centenas de vagas para alunos, que aceitaram pagar pelas fraudes em troca de matrícula no curso de medicina.

Além disso, o Ministério Público Federal (MPF) pediu a instauração de um inquérito policial para apurar a responsabilidade de servidores do Ministério da Educação (MEC) suspeitos de terem omitido informações para contribuir com as fraudes cometidas na Universidade Brasil.

Ao todo, 250 policiais federais foram às ruas para cumprir 77 mandados nas cidades de Fernandópolis, São Paulo, São José do Rio Preto (SP), Santos (SP), Presidente Prudente (SP), São Bernardo do Campo (SP), Porto Feliz (SP), Meridiano (SP), Murutinga do Sul (SP), São João das Duas Pontes (SP) e Água Boa (MT).

A Polícia Federal informou que durante a operação alguns investigados tentaram fugir no momento das prisões e outros jogaram celulares de prédios, antes da entrada dos policiais. Os celulares foram recuperados e os foragidos foram localizados e presos.

O material apreendido será encaminhado para a PF em Jales, onde passará por análise no interesse das investigações em curso.

- Por G1 Rio Preto e Araçatuba - 

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