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Mãe de crianças mortas em incêndio criminoso em Paraty recebe alta

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Mãe de crianças mortas em incêndio criminoso em Paraty recebe alta

Dara Cristina de Almeida Santos Souza, de 25 anos, é a única sobrevivente do crime

A mãe das três crianças mortas em um incêndio criminoso em Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro, recebeu alta nesta terça-feira (28). A casa foi incendiada no bairro Ilha das Cobras, na sexta-feira (24). Dara Cristina de Almeida Santos Souza, de 25 anos, é a única sobrevivente do crime.

Ela estava internada em um hospital em Angra dos Reis e foi levada para Paraty por uma ambulância da prefeitura. Segundo a unidade médica, ela continua muito abalada com os acontecimentos.

No dia do incêndio, Dara havia sido socorrida e levada para o Hospital Municipal Hugo Miranda, em Paraty. Segundo a unidade médica, a paciente inalou muita fumaça e chegou a ficar entubada respirando com ajuda de aparelhos.

Na tarde do mesmo dia, Dara foi transferida para outro hospital.

Dara prestou depoimento na tarde de segunda-feira (27) no hospital em que ela estava internada. O G1 não teve acesso ao depoimento, pois segundo a polícia o caso corre em segredo de justiça.

 

Justiça decretou prisão preventiva de padrasto

 

A Justiça decretou na tarde de segunda-feira (27) a prisão preventiva do padrasto das três crianças, ex-companheiro de Dara. A decisão foi tomada em uma audiência de custódia na Casa de Custódia de Volta Redonda, onde ele está desde sábado (25).

O pedido de conversão de prisão em flagrante para prisão preventiva foi baseado em três fatores: garantia da ordem pública, por ele ser considerado uma pessoa perigosa, instrução processual penal, para não atrapalhar as investigações e aplicação da lei penal, para impedir que ele consiga fugir.

O homem havia sido preso em flagrante na sexta-feira (24). De acordo com o delegado Marcello Russo, sete testemunhas foram ouvidas para a conclusão do caso, incluindo a avó e a babá das crianças.

Ainda segundo o delegado, a motivação do crime teria sido ciúmes da companheira. O homem queria se livrar delas para ficar só com a mulher. Em depoimento, o suspeito tentou culpar o filho mais novo da companheira, de 5 anos, e disse que ele teria colocado fogo nos colchões do quarto por ser um "menino levado".

O delegado informou ainda que o homem era usuário de drogas.

O suspeito vai responder por três homicídios qualificados por emprego de fogo, agravados pelo fato das vítimas terem menos de 14 anos, além de tentativa de feminicídio e crime de incêndio em local habitado.

Devido à repercussão do caso e por ele ter prestado depoimento dizendo que estava sendo ameaçado por outros presos, o juiz determinou que o homem fique separado dos outros internos. 

 

Incêndio em Ilha das Cobras

 

 
Da esquerda para a direita: Marya Clara, Cauã e Marya Alice — Foto: Arquivo PessoalDa esquerda para a direita: Marya Clara, Cauã e Marya Alice — Foto: Arquivo Pessoal
 

O incêndio aconteceu na manhã de sexta-feira (24), no bairro Ilha das Cobras, e deixou três crianças mortas. Apenas a mãe escapou. As crianças foram identificadas pela Polícia Militar como Marya Alice de Almeida Santos da Conceição, de quatro anos, Cauã de Almeida Santos da Conceição, de cinco anos, e Marya Clara de Almeida Santos, de sete anos.

Os vizinhos disseram que o incêndio começou por volta das 6h30. Quando perceberam as chamas, houve uma mobilização para tentar salvar as crianças.

 
Três crianças morrem em incêndio dentro de casa em ParatyTrês crianças morrem em incêndio dentro de casa em Paraty
 

"De repente, a gente escutou uma gritaria. Aí a minha esposa acordou, meu filho acordou, também. Minha esposa falou que tava pegando fogo na casa e que tinha criança lá dentro. Meu filho correu junto com os amigos da comunidade para socorrer as crianças. A mulher tava pedindo socorro. E foi aquele alvoroço. O pessoal desesperado, saindo correndo com balde de água, escada, querendo derrubar a parede... Mas, infelizmente, não deu tempo e aconteceu essa tragédia", contou o vizinho, Cícero da Silva. 

Uma equipe da Polícia Civil foi ao local para fazer uma perícia no imóvel. Em seguida, os corpos das crianças foram levados para o Instituto Médico Legal de Angra dos Reis, cidade vizinha, e foram liberados no mesmo dia.

As crianças foram enterradas no sábado (25), no Cemitério Municipal de Paraty.

- Por G1 Sul do Rio e Costa Verde - 

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