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Marília registra 63 pedidos de medida protetiva para mulheres em 2017

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Marília registra 63 pedidos de medida protetiva para mulheres em 2017

Dois casos graves de violência doméstica foram registrados nesta semana: mulher com queimaduras no rosto e outra com morta com tiros. Dona de casa que registrou cinco boletins de ocorrência é uma das vítimas.

Dois casos graves de violência doméstica foram registrados na última semana em Marília (SP) e a discussão sobre a eficácia da medida protetiva foi colocada em questão. Em um dos casos, em que uma mulher foi assassinada com um tiro na cabeça pelo marido em casa, a vítima já tinha registrado queixa por agressão na Polícia Civil. Segundo o delegado seccional Wilson Carlos Frazão, ela foi orientada a pedir as medidas protetiva que julgasse conveniente, mas isso não aconteceu.

Do início do ano até agora a Delegacia da Mulher de Marília, cidade de aproximadamente 230 mil habitantes segundo IBGE, registrou 63 pedidos de medidas protetivas, mas isso não significa que todas foram beneficiadas. Hoje, todos os casos são julgados pela Vara Criminal da cidade.

“A gente toma conhecimento da medida protetiva em 24 horas, 48 horas, no máximo está sendo apreciada pelo Ministério Público e pelo juiz”, explica o promotor criminal Gilson César Augusto da Silva.

Apesar de hoje ter conseguido se separar, a dona de casa Adriana Mara Marques registrou cinco boletins de ocorrência por violência doméstica contra o ex-companheiro. “Ele era usuário de drogas, agredia a gente. Ele acordava de madrugada e queria matar minha filha que tinha 12 anos na época. Ele até tentou matar ela com uma foice.”

Adriana tem uma filha de 6 anos com o ex-marido e, por causa dos desentendimentos com ele, conseguiu na Justiça o benefício da visita assistida, que é feita no Fórum com a supervisão de um assistente social. Mas ele nunca apareceu. “Desde 2014 que eu tenho a visita assistida, só eu e minha filha que vamos. Ele não comparece, então a moça do Fórum falou que eu não precisava mais ir.”

Dos cinco boletins, um foi arquivado e dois viraram inquérito policial. Um deles para apurar a autoria do ex-companheiro em um incêndio na casa em que viviam em 2012. “Esses dois inquéritos estão correndo pela Delegacia de Defesa da Mulher e estão em andamento. Após a conclusão da delegada, vem para o Ministério Público e a gente vai analisar se vai processar ou não o seu agressor”, explica o promotor.

Apesar de todas as brigas e agressões sofridas, Adriana conseguiu se separar e hoje leva uma vida tranquila, mas nem todas as mulheres que vivem experiência de violência no relacionamento conseguem isso.

Marília registra 63 pedidos de medida protetiva para mulheres em 2017 Vítima está internada com queimaduras no rosto
(Foto: Reprodução/TV TEM)

Na terça-feira (28) uma mulher foi mais uma vítima de violência doméstica do companheiro. Ele foi preso suspeito de ter jogado acetona no rosto dela e ateado fogo. Ela continua internada no Hospital das Clínicas em estado grave. Segundo boletim de ocorrência, ela foi agredida com chutes e socos.

Marília registra 63 pedidos de medida protetiva para mulheres em 2017

 

Mulher morreu após marido atirar nela dentro de casa (Foto: Reprodução/TV TEM)

- G1 Bauru e Marília

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