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Ministro da Defesa vai receber Forças Armadas da Colômbia para discutir tráfico de armas e drogas

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Ministro da Defesa vai receber Forças Armadas da Colômbia para discutir tráfico de armas e drogas

'Há um temor, justificado ou não, que uma parte desse arsenal possa migrar', apontou Raul Jugmann. Ministro falou sobre varredura em Roraima e pedido de outros estados

O Ministro da Defesa, Raul Jungmann, vai se encontrar com as Forças Armadas da Colômbia para tratar da questão de segurança da fronteira, além de tráfico de armas e drogas. O anúncio foi feito durante coletiva nesta sexta-feira (27), no Recife, em que Jungamann também afirmou que quatro estados solicitaram varreduras, semelhantes as que estão sendo feitas em Roraima.

"A Colômbia vive hoje um processo de paz. Existe alguns dissidentes que não estão dispostos a entrar nesse processo de paz. Há um temor, justificado ou não, que uma parte desse arsenal [das guerrilhas] possa migrar para as nossas áreas. Só no Rio de Janeiro, Beltrame antes de sair comentou conosco que estavam apreendendo, em média, 1,5 fuzil por dia", apontou o ministro.

O encontro acontece em Manaus, na terça-feira (31). " Vamos tratar de armas, de drogas, de cooperação e de inteligência. Não se faz combate ao crime sem inteligência", destacou.

Descrito como "estratégico", o encontro reunirá os comandantes das Forças Armadas da Colômbia, o vice-ministro do país vizinho, além de um representante da polícia colombiana. A intenção é estabelecer uma série de protocolos de cooperação para impedir a entrada de armas e drogas na fronteira brasileira.

 Varredura

Uma varredura é feita com apoio das Forças Armadas na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista, nesta sexta (27). No início do mês, 33 detentos foram assassinados dentro da unidade por presos de uma facção criminosa.

"Estamos fazendo uma varredura de armas, munições, explosivos, drogas e o que mais tiver que possa potencializar e multiplicar uma tragédia como a que vimos. Esses são vetores que potencializam a selvageria. Não podemos deixar que ocorra novamente", explicou o ministro.

No momento, 335 militares e 15 cães realizam esse pente fino na unidade prisional de Roraima. Em 33 equipes, eles vasculham celas, áreas comuns, telhados e túneis por meio de um equipamento de Raio-X. "Ninguém que está fazendo a verredura é de Boa Vista ou de Roraima para evitar contaminação. A operação está sendo monitorada pelo Ministério Público Militar", afirmou.

Mesmo ao pontuar que a segurança do sistema carcerário é de responsabilidade de cada estado, Jungmann adiantou que, além de Roraima, Amazonas, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul solicitaram a intervenção militar nos seus presídios.

"A polícia de Roraima entrou antes e encaminhou os detentos para um pátio. Vamos fazer a varredura em todas as alas da Monte Cristo. Isso só foi possível porque tivemos certeza que não haveria contato dos militares com os presos. Só entraremos em Alcaçuz, por exemplo, se estiver seguro, se estiver confirmado que não haverá risco. Um choque entre militares e presos significa risco para aqueles que realizam a operação", completou o ministro.

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