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MPF analisa denúncias de falta de vaga para tratamento de hemodiálise

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MPF analisa denúncias de falta de vaga para tratamento de hemodiálise

TEM Notícias mostrou que pacientes precisam ´morar´ no hospital para manter a vaga ou viajar horas para conseguir uma máquina de hemodiálise.

O Ministério Público Federal (MPF) analisou as denúncias de falta de vaga para tratamento de hemodiálise no Hospital Estadual de Bauru (SP). O TEM Notícias mostrou que pacientes precisam ´morar´ no hospital para manter a vaga ou viajar horas para conseguir uma máquina de hemodiálise. O procurador da república Fabrício Carrer disse que vai solicitar informações da Diretoria Regional de Saúde.

"A gente tenta resolver de forma amigável esse problema. Se não houver um consenso, se não houver uma solução, não nos resta outra alternativa a não ser acionar o judiciário para que o poder judiciário de uma ordem. Determine que o atendimento seja realizado, que verbas sejam realocadas, que novos equipamentos de hemodiálise sejam comprados, implantados no hospital para que o tratamento seja normalizado", diz o promotor.

Em Bauru, 14 pessoas esperam por uma cadeira de hemodiálise nos hospitais Estadual e de Base. São pacientes que descobriram recentemente que são doentes renais crônicos. Com uma câmera escondida, um produtor da TV TEM entrou no Hospital Estadual e pacientes contaram sobre a espera.

Produtor: Há quanto tempo você está aí?

Paciente: 70 dias

Produtor: Quanto?

Paciente: 70. Faz mais de dois meses que eu estou aqui já.

Se conseguissem uma vaga no cadastro de hemodiálise, eles poderiam fazer o tratamento e voltar para casa. Mas como a fila não anda, quem entra na emergência, acaba não saindo mais.

O Ministério Público Federal também vê com preocupação a situação dos pacientes que passam meses internados. "Isso contraria o bom senso porque ao mesmo tempo que você trata a pessoa de um lado, de outro lado você a expõe a riscos.”

Hoje, a alternativa oferecida pela Secretaria de Saúde é o tratamento em outros hospitais da região, que ficam em Jaú e em Promissão. Mas para o procurador Fabrício Carrer acredita que só essa medida não resolve o problema. "Ao meu ver o ideal seria que o tratamento fosse prestado aqui no próprio domicílio do paciente.”

O secretário adjunto de saúde do estado disse que habilitar mais 48 vagas é um desafio do governo, mas em nota, o Ministério da Saúde esclarece que não existem pedidos de ampliação de 48 vagas para o Hospital Estadual de Bauru. O processo de habilitação deve ser formalizado pela Secretaria Estadual de Saúde, o que não ocorreu, e cabe ao gestor local analisar a necessidade e critérios estratégicos e técnicos, com devido encaminhamento de documentos oficiais, solicitando a habilitação ao governo federal.

Em resposta, a Secretaria Estadual de Saúde disse que mantém o posicionamento de que as 48 vagas foram pedidas e aguardam habilitação do Ministério. A assessoria garantiu ter o documento do pedido de novas vagas.

MPF analisa denúncias de falta de vaga para tratamento de hemodiálisePacientes precisam morar no hospital para garantir a vaga (Foto: Reprodução/TV TEM)

 

- G1 Bauru e Marília

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