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Netfflix: dois filmes do Festival de Sundance 2020 valem a pena?

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Netfflix: dois filmes do Festival de Sundance 2020 valem a pena?

Lost Girls e Entre Realidades chegaram à plataforma de streaming

Dois filmes que foram exibidos no Festival de Sundance, em janeiro deste ano, já estão na Netflix – e estão sendo muito comentados. Confira abaixo o que eu achei.

> Durante alguns meses de 2010, Mari Gilbert empreendeu uma busca desesperadora. Sua primogênita, Shannan, desapareceu após ter tido um encontro num condomínio fechado nas cercanias de Long Island. A jovem já não morava com a mãe e as duas irmãs mais novas. Optou por uma vida independente e ganhava dinheiro como “profissional do sexo”. Mari relevou o passado da filha e enfrentou com unhas e dentes a polícia para que o caso fosse solucionado. Foi aí que, casualmente, os corpos de quatro mulheres foram encontrados numa mata afastada da estrada. Lost Girls — Os Crimes de Long Island parte de um fato escabroso para apontar o dedo para uma ferida social: a ineficiência da delegacia em resolver a morte de “meras prostitutas” e, assim, tentar acobertar os bambambãs que usam os serviços das acompanhantes de luxo. Trata-se de uma jornada de agonias e desconfortos, e Mari, a valente guerreira, ganha uma força extraordinária na interpretação de Amy Ryan. Só um detalhe: com a quantidades de informações, desdobramentos e subtramas, Lost Girls mereceria uma série, e não apenas um longa-metragem.

> Alison Brie, atriz da série Glow, dá um show em Entre Realidades. Ela interpreta Sarah, uma moça que não consegue se ajustar aos hábitos dos jovens. Vendedora numa loja de artesanatos, divide o apartamento com uma amiga, perdeu a mãe recentemente e mantém uma relação distante com o padrasto. É apaixonada por cavalos e obcecada por um seriado chamado Purgatório. Ao mesmo tempo em que se abre para uma relação amorosa, Sarah se vê dominada por sonhos estranhos e sempre com as mesmas pessoas desconhecidas. Seu cotidiano sofre uma reviravolta após reconhecer na rua o homem que habita sua mente durante o sono. Há várias camadas no drama psicológico e, na mais instigante, a protagonista passa por um processo de loucura negligenciado até por um psicólogo. Fruto de uma sociedade plugada na ficção científica B e nas teorias da conspiração, Sarah perde a noção do que é real e do que é imaginário. Não deixa de ser um instigante processo de (de)formação, por mais que os minutos finais da trama fortaleçam seu obscuro lado hermético.

- VEJA SÃO PAULO - Por Miguel Barbieri - 30 mar 2020, 19h07 - 

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