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Nova pesquisa comprova que otimistas vivem mais

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Nova pesquisa comprova que otimistas vivem mais

Estudiosos das universidades de Boston e Harvard investigam fatores psicossociais que promovem o envelhecimento saudável

Depois de décadas de pesquisa, um novo estudo comprova a relação de otimismo com uma vida longa. O trabalho, realizado por pesquisadores das faculdades de medicina da Universidade de Boston e de saúde pública de Harvard, mostrou que uma dose maior de otimismo é combustível para indivíduos alcançarem uma longevidade notável, isto é, viver mais de 85 anos. Enquanto a ciência normalmente procura fatores de risco para o desencadeamento de doenças e mortes prematuras, muito pouco ainda é conhecido sobre as questões psicossociais que promovem o envelhecimento saudável.

 
Pesquisa aponta que o otimismo é um ativo psicossocial com potencial para estender a expectativa de vida — Foto: https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Dancing_couples#/media/File:Earth_Day_Baton_Rouge_2012_Dancing_Couples.jpg

Pesquisa aponta que o otimismo é um ativo psicossocial com potencial para estender a expectativa de vida — Foto: https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Dancing_couples#/media/File:Earth_Day_Baton_Rouge_2012_Dancing_Couples.jpg

 

E o que é otimismo? Para os estudiosos, trata-se de um sentimento persistente de que coisas boas vão acontecer. Ou ainda, acreditar que o futuro nos será favorável porque podemos controlar variáveis importantes para que isso aconteça. A pesquisa foi feita com base em dados de quase 70 mil mulheres e pouco mais de 1.400 homens. Os dois grupos responderam a questionários que mediam seu nível de otimismo, assim como da saúde de um modo geral e hábitos que a influenciam, como alimentar-se bem, fumar e beber álcool.

As mulheres foram acompanhadas por dez anos; os homens, por três décadas. Ao logo desse tempo, quando os pesquisadores checaram os índices iniciais de otimismo das pessoas, descobriram que os mais otimistas, independentemente do sexo, tiveram de 11% a 15% a mais de tempo de vida; além disso, apresentavam de 50% a 70% a mais de chances de chegar aos 85 anos se comparados com os menos otimistas. Os resultados não se alteraram mesmo levando-se em conta características como doenças crônicas, escolaridade, atendimento médico primário e hábitos de saúde.

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