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O menino que escreve ao mundo

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O menino que escreve ao mundo

Correspondência de garoto inglês com moradores de 193 países é reunida em livro encantador sobre a importância de conhecer e aceitar diferenças

Foi uma lição de casa, em seus primeiros dias de escola, aos 5 anos, que levou Toby Little a se interessar pelas cartas. Com a ajuda da mãe, o garoto descobriu que uma carta poderia ser entregue em qualquer lugar do planeta. A ideia o deixou fascinado. Ele mal havia aprendido a escrever quando convenceu os pais que queria se corresponder com pessoas que sequer conhecia: uma na França, uma na Austrália e três nos Estados Unidos (uma no Havaí).

MISSÃO Toby, de caneta em punho: iniciativa que começou com cartas para desconhecidos se transformou em site e livro que traduz nosso tempo

As cartas eram curtíssimas, às vezes com apenas uma pergunta. As respostas chegaram e Toby sentiu-se encorajado para seguir adiante. Seu plano era conhecer o mundo por meio das mensagens que receberia. Passados três anos, ele havia mandado mais de mil cartas para 193 países. Seus pais tiveram a ideia de fotografar cada uma delas (inclusive as que ele escrevia) e reunir todas no site www.writingtrotheworld.com.

O novo fruto dessa aventura é o recém-lançado “Querido Mundo, Como Vai Você?” (Fontanar), que reproduz parte das cartas enviadas as histórias de cada uma. Por coincidência, acabam de chegar às livrarias outros dois livros baseados em correspondências (leia no quadro).

JORNAL LIBANÊS

Entre as muitas respostas que deram sabor especial à missão de Toby há uma foto tirada no Polo Sul por pesquisadores de uma estação na Antártica: eles pintaram uma faixa desejando feliz aniversário ao garoto.No Líbano, a carta de Toby rendeu uma matéria de página inteira em um jornal local. Respostas chegaram do Palácio de Buckingham, do Afeganistão, do Brasil. Mais que descobrir de que modo vivem as pessoas, especialmente crianças, em cada um desses lugares, o garoto deu ao mundo uma lição: conhecer as diferenças é o primeiro passo para aprender a respeitá-las. Em tempos de e-mail e whatsapp, uma carta pode levar afeto,empatia e esperança.

Era assim antes do correiro eletrônico 

A Febre do Amanhecer

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Salvo de um campo de concentração, o poeta húngaro Miklós escreve a 117 mulheres para encontrar uma esposa. O autor, Péter Gardos, é o filho desse casal

 

Cartas de Amor 

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Compositor de mais de mil músicas, Francisco Mignone manteve intensa troca de mensagens com a esposa, a pianista ainda viva Maria Josephina, editora do livro.

- ISTO É - Celso Masson

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