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Operação da Policia Federal em 5 Estados apura desvios em contratos de R$ 1,2 bi

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Operação da Policia Federal em 5 Estados apura desvios em contratos de R$ 1,2 bi

Em SP são cumpridos cerca de 260 mandados de busca e apreensão e 57 de prisão temporária

A Polícia Federal cumpre nesta terça-feira (29), a pedido do Ministério Público Federal (MPF), 13 mandados de prisão temporária, além de buscas em endereços ligados a 37 pessoas físicas e jurídicas. Entre os alvos da operação está o governador do Pará, Helder Barbalho (foto) do MDB.

Contra Barbalho não há mandado de prisão, mas agentes foram ao seu gabinete de governo em busca de documentos que comprovem as denúncias. 

A investigação apura possíveis irregularidades na contratação, por parte do governo do estado do Pará, de organizações sociais para gestão de unidades hospitalares. Com a pandemia de covid-19, essas entidades assumiram também a instalação e administração de hospitais de campanha.

Ao todo, a ofensiva cumpre 12 mandados de prisão temporária e 41 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça. Segundo a PF, entre os investigados da SOS estão ainda empresários, o suposto operador financeiro do grupo e integrantes da cúpula do governo do Pará. A Polícia Federal chegou a pedir mandado de busca e apreensão contra o governador, mas o STJ indeferiu a solicitação.

As contratações, formalizadas entre agosto de 2019 e maio de 2020, ultrapassam a quantia de R$ 1,2 bilhão.

As apurações começaram com a PF no Pará, foram robustecidas por material compartilhado pela Polícia Civil de São Paulo e passaram à PGR após envolvimento de autoridades com foro por prerrogativa de função.

Outras pastas do Executivo paraense, como a Casa Civil e a Secretaria de Transportes também são alvos de buscas. O inquérito corre sob sigilo e, por isso, os nomes dos investigados que não têm foro por prerrogativa de função não serão divulgados neste momento.

A ação acontece no Pará como operação S.O.S. E nos Estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul com o nome Raio X.

A Raio X, aberta pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Pùblico estadual, cumpre mais 64 mandados de prisão temporária e 237 mandados de busca e apreensão.

Os cerca de 520 agentes policiais também cumprem mandados em cidades do Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Um dos mandados de busca, segundo o site do jornal O Estado de S.Paulo, é cumprido na Câmara Municipal de São Paulo, contra o chefe de gabinete do vereador Eliseu Gabriel e primeiro secretário do PSB.

Outra investigação

Também para investigar irregularidades em contratos da Saúde do Pará durante a pandemia, em julho, a Polícia Federal deflagrou a 2ª fase de operação Para Bellum.

Na ocasião, o objeto das investigações eram compras de respiradores pulmonares. Cerca de 25 agentes cumpriram sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao secretário de Saúde do Pará, Alberto Beltrame, localizados nos municípios gaúchos de Porto Alegre e Xangri-Lá.

O valor total do contrato por 400 unidades foi de R$ 50,3 milhões, dos quais R$ 25 milhões chegaram a ser pagos por equipamentos que não serviam para o tratamento da covid-19 e acabaram devolvidos.

A suspeita do Ministério Público Federal (MPF) é que os respiradores foram comprados de uma empresa sem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

- Do R7 - 

 

Polícia e MP cumprem 317 mandados durante operação em SP

Operação da Policia Federal em 5 Estados apura desvios em contratos de R$ 1,2 bi

Polícia e MP fazem operação contra desvio de verba pública da Saúde - Divulgação

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram nesta terça-feira (29) a megaoperação intitulada Raio-X contra suspeitos de desvio de verba pública na área da Saúde.

A ação acontece no estado de São Paulo com o nome Raio-X e também nos estados do Pará, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, como operação S.O.S. As duas têm o mesmo objetivo.

Em São Paulo, são cumpridos cerca de 260 mandados de busca e apreensão e 57 mandados de prisão temporária.

Na capital e na região de metropolitana, policiais estão nas ruas para cumprir 40 mandados de busca e apreensão em hospitais e escritórios de advocacia e 10 mandados de prisão.

Seis pessoas foram presas até o momento e encaminhadas ao Palácio da Polícia Civil, no centro da capital. Além de computadores, celulares e outros objetos que também foram apreendidos.

A ação conta com o apoio de 50 viaturas e mais de 120 policiais. Advogados e promotores de justiça seguem com os agentes da Polícia Civil aos endereços investigados.

A operação Raio-X faz parte de uma investigação do município de Araçatuba, da Seccional de Piracicaba, no interior de São Paulo, e busca investigar desvios na área da Saúde Pública e outros crimes relacionados à corrupção. 

Agentes do GER (Grupo Especial de Reação (GER), um dos grupamentos táticos da Polícia Civil, dão apoio no cumprimento dos mandados. O Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas) também presta auxílio.

Em nota, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) de São Paulo informou que a Polícia Civil e o Ministério Público realizam a operação Raio-X, com o objetivo de prender envolvidos em desvio de dinheiro destinado à Saúde. A ação é coordenada pelo Deinter 10 (Araçatuba), através da Divisão Especializada de Investigações Criminais.

Operação S.O.S

A Polícia Federal, em conjunto com a CGU (Controladoria-Geral da União) e a Polícia Civil de São Paulo, deflagrou a operação S.O.S. A ação visa desarticular organização criminosa dedicada a desvios de recursos públicos destinados à contratação de Organizações Sociais para gestão de hospitais públicos do Pará, entre eles os hospitais de campanha montados para enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

A investigação começou em agosto de 2019 e vai até maio, com 12 contratos celebrados entre o Governo do Estado do Pará e Organizações Sociais ligadas ao grupo investigado, totalizando o valor de R$ 1,28 bilhão.

Os investigados são empresários, o operador financeiro do grupo, integrantes da cúpula do governo do Pará, além do próprio Chefe do Poder Executivo Estadual.

A operação conta com a participação de 218 policiais federais, 14 auditores da CGU e 520 policiais civis.

A ação pretende cumprir 12 mandados de prisão temporária e 41 de busca e apreensão, expedidos pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), além de 64 mandados de prisão temporária e 237 mandados de busca e apreensão expedidos pelas Varas de Birigui e Penápolis, no interior de São Paulo.

As diligências ocorrem no Pará em cidades como Belém, Capanema, Salinópolis, Peixe-Boi e Benevides, além de Goiânia (GO) e São Paulo.

Os crimes investigados são fraude em licitações, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas previstas superiores a 60 anos de reclusão.

- R7 - Mariana Rosetti, Edilson Muniz e Rafael Custódio, da Agência Record - 

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