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Opositores protestam contra Maduro um dia após helicóptero atacar Suprema Corte da Venezuela

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Opositores protestam contra Maduro um dia após helicóptero atacar Suprema Corte da Venezuela

'Grande Bloqueio Nacional' está previsto para acontecer até às 17h. Forças especiais buscam policial que sequestrou helicóptero e comandou ataque.

Os opositores políticos ao governo de Nicolás Maduro iniciaram na tarde desta quarta-feira (28) mais um protesto contra seu governo e a convocação de uma Assembleia Constituinte. O protesto desta quarta, chamado de "Gran Trancazo Nacional" ("Grande Bloqueio Nacional", em português), está previsto para acontecer até às 16h do horário local (17h, em Brasília).

A manifestação é realizada no dia seguinte ao ataque de um helicóptero contra a Suprema Corte e o Ministério do Interior, em mais um capítulo da perigosa escalada da violência que o país enfrenta.

 
Opositores se preparam para iniciar protesto contra Maduro nesta quarta-feira (28) em Caracas (Foto: REUTERS/Ivan Alvarado)Opositores se preparam para iniciar protesto contra Maduro nesta quarta-feira (28) em Caracas (Foto: REUTERS/Ivan Alvarado)
 
A Venezuela vive uma onda de manifestações contrárias e favoráveis ao governo de Maduro. Segundo dados do Ministério Público da Venezuela, 76 pessoas morreram, mais de 1.500 ficaram feridas e centenas foram presos nos protestos desde 1º de abril. Na última quinta-feira (22), um jovem morreu em decorrência de disparos à queima-roupa da Guarda Nacional Bolivariana (GNB). Maduro classifica os protestos como uma tentativa de golpe em andamento com estímulo dos Estados Unidos.
 

Força Armada em alerta

A Força Armada venezuelana está em alerta desde terça, quando um helicóptero roubado da polícia fez disparos e lançou granadas durante uma ação, que foi considerada pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, como “terrorista” e “golpista”. Ninguém ficou ferido na ação e a aeronave escapou.

Granadas foram lançadas contra a sede da Suprema Corte, onde estavam reunidos magistrados e foram disparados 15 tiros contra a sede do Ministério do Interior, onde várias pessoas assistiam a um evento social, de acordo com a Reuters.

Maduro disse que forças especiais foram mobilizadas na busca do piloto e do grupo que sequestrou a aeronave do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (CICPC). Autoridades disseram que forças especiais procuram Óscar Pérez, piloto da polícia identificado como o mentor da operação.

Pérez, investigador do Cicpc, publicou no Instagram vários vídeos em que se identifica como membro de "uma coalizão entre funcionários militares, policiais e civis, em busca do equilíbrio e contra o governo transitório e criminoso".

Não havia sinal de Pérez nesta quarta-feira, embora fontes policiais tenham dito que o helicóptero foi abandonado em Higuerote, no litoral caribenho.

O Supremo convocou os representantes de todos os poderes públicos do país para uma reunião de urgência para tratar a "ameaça terrorista" sofrida por esse organismo e para impedir uma "escalada" de violência.

Nas redes sociais, muitos usuários compartilham a foto do helicóptero com duas pessoas. Um delas, com o rosto coberto, exibia uma faixa com os dizeres "350 Libertad", em referência ao artigo 350 da constituição venezuelana que permite ignorar os governos que não respeitam as garantias democráticas.

"O povo da Venezuela, fiel a sua tradição republicana, a sua luta pela independência, à paz e à liberdade, desconhecerá qualquer regime, legislação ou autoridade que contrarie os valores, princípios e garantias democráticas ou mine os direitos humanos", diz o artigo.

 
Foto circula nas redes sociais mostra bandeira com a mensagem '350 Liberdad' (Foto: Reprodução G1/ Ramon Rivas/Instagram)

Foto circula nas redes sociais mostra bandeira com a mensagem '350 Liberdad' (Foto: Reprodução G1/ Ramon Rivas/Instagram)

 

Assembleia Constituinte

Maduro convocou uma Assembleia Nacional Constituinte e no final de maio estabeleceu as bases para eleger seus membros. O presidente defende uma reforma na Constituição para alcançar a "paz" no país, mergulhado em uma grave crise política e econômica. A oposição considera uma "fraude constitucional" para evitar eleições antecipadas.

O governante venezuelano reiterou que os redatores da nova Carta Magna serão escolhidos mediante "voto universal, direto e secreto" e em "âmbitos territoriais e setoriais".

Ele disse que 540 representantes serão eleitos para redigir uma nova Constituição. Do total, 364 serão escolhidos mediante eleições "territoriais" tradicionais: dois em cada capital dos 23 estados e um em cada um dos 335 municípios do país, com exceção do município de Libertador, em Caracas, onde serão eleitos 7 representantes. Outros 8 deputados serão escolhidos pelos povos indígenas.

Por G1 - 28/06/2017 14h49

 
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