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Pacientes são atendidos em macas em corredores de hospital

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Pacientes são atendidos em macas em corredores de hospital

Há 3 semanas, Saúde deu prazo de 40 dias para resolver problema. Acompanhantes e pacientes reclamam do descaso no atendimento.

O atendimento aos pacientes no pronto-socorro do Hospital das Clínicas, de Marília (SP), está deixando os parentes e acompanhantes revoltados. Com as enfermarias lotadas, muita gente acaba esperando por atendimento, exames ou cirurgias em cima de macas nos corredores. A situação não é nova, mas nem por isso a superlotação deixa de indignar as pessoas.

Há três semanas, as autoridades de saúde deram um prazo de 40 dias para resolver o problema de leitos no Hospital das Clínicas. O prazo ainda não terminou, mas quem está em cima de uma maca dessas ou está vendo um parente nessa situação, há urgência.

A Diretoria do Hospital informou que o movimento nos últimos dias aumentou e que eles estão aguardando a liberação de leitos em outra ala do hospital. São 18 leitos no pronto-socorro e 40 pacientes estão recebendo atendimento. Sobre a nova ala do pronto-socorro, eles informaram que aguardam a liberação de um laudo.

Em um vídeo, gravado na quinta-feira (9) no corredor do hospital por um parente de uma mulher que já aguardava há três dias por uma cirurgia, mostra que na medida em que ele caminha, vão surgindo pacientes sobre macas. É possível contar cerca de 20 pacientes em macas encostadas na parede.

Horas depois, um produtor da TV TEM foi ao local e flagrou a mesma situação. O ambiente é de caos. Pacientes, acompanhantes, médicos e funcionários se misturavam. Parentes empurravam macas pelos corredores. Essa mulher estava amarrada à maca. Fichas coladas na parede, com nome e informações dos pacientes, indicam que usar corredor como enfermaria é uma prática comum Tem pacientes nessa situação há vários dias.

Um homem que acompanhava o pai, que passou mal em casa e desmaiou, disse que tem pneumonia, mas ainda não havia sido examinado por um médico. “Ele não veio aqui, não aplicou nada. Só olha.”

Mais um paciente com pneumonia aguardava atenção dos médicos e reclamava de dores. “Não me deram remédio para tirar a dor do pulmão.” (G1 Bauru e Marília)

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