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Pacientes são flagrados em leitos improvisados no corredor de hospital

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Pacientes são flagrados em leitos improvisados no corredor de hospital

Hospital das Clínicas atende pacientes de Marília e de outras 62 cidades. Pacientes estão sendo atendidos de acordo com a gravidade, diz hospital

A situação de pacientes que precisam de atendimento no Hospital das Clínicas de Marília (SP) é angustiante. São horas e horas de espera e leitos improvisados nos corredores. O hospital atende pacientes de Marília e de outras 62 cidades da região. O problema é que o número de leitos é menor ao de pessoas que procuram a unidade todos os dias. Sem ter para onde correr, a maioria passa a ter que encarar a superlotação. Com um celular um produtor da TV TEM percorreu o hospital e ouviu o depoimento de quem sofre com essa situação.

“Aonde eu estava sentado tinha uma pessoa vomitando sangue no chão e a gente nem sabe o que, se é uma tuberculose ou não, correndo o risco de vir aqui encontrar uma cura e encontra uma doença junto.”

Essas reclamações já se tornaram comuns para quem usa o Hospital das Clínicas. Os corredores ficam tomados por macas e pacientes que aguardam por atendimento médico. O movimento é intenso cheio de leitos improvisados, onde era para ser um lugar de passagem.
Um paciente, que prefere não mostrar o rosto, está esperando por uma cirurgia de hérnia há mais de 24 horas. “Fiquei em uma cadeira com dor das 10h às 5h da manhã.”

Pacientes são flagrados em leitos improvisados no corredor de hospital

O Hospital das Clínicas informou que a superlotação do pronto-socorro é fato real porque o HC é referência no atendimento de alta complexidade para 62 cidades da região. Faltam leitos, mas os pacientes estão sendo atendidos de acordo com a necessidade e gravidade, para preservar a saúde deles. Também disse que os exames estão sendo liberados, conforme a urgência e complexidade de cada um.

Uma mulher precisou internar o marido às pressas. Foram horas e horas de sofrimento. “Eu entrei ontem de manhã com meu marido, passei o dia todo. Ele sem tomar medicação, com uma agulha enfiada no braço sem medicação. É um descaso.”

É tanta gente que os poucos espaços que sobram são disputados pelos parentes dos doentes e profissionais que transitam pelos corredores. E não param de chegar pessoas que precisam de atendimento médico.

A falta de estrutura é visível. Um homem entubado foi colocado no corredor junto com outros pacientes. E o que chama atenção é que nas paredes foram colocadas placas identificando o paciente e número do leito, nem parece que é um local improvisado. (G1 Bauru e Marília)

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