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Pangolim é o animal que pode ter iniciado epidemia de coronavírus

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Pangolim é o animal que pode ter iniciado epidemia de coronavírus

Mamífero em extinção é usado na gastronomia e na medicina tradicional chinesa; ele seria o hospedeiro intermediário do vírus

Pangolim é o mamífero mais traficado em todo o mundo - REUTERS/Kham

 

Dois pesquisadores da Universidade Agrícola do Sul da China, em Guangzhou, afirmam ter identificado o animal que acreditam ser a fonte do novo coronavírus que provoca uma epidemia no país.

Eles constataram, que o pangolim (semelhante a um tatu) tinha um tipo de coronavírus 99% compatível geneticamente com o que tem infectados as pessoas.

A comunidade científica aguarda a publicação do estudo para saber mais detalhes. Uma das dúvidas é se o vírus foi identificado no sangue ou nas fezes do animal.

Isso já aconteceu nas outras epidemias de coronavírus. Na MERS (síndrome respiratória do Oriente Médio), em 2012, morcegos infectaram camelos ou dromedários na Arábia Saudita, que transmitiram o vírus a humanos. 

Na SARS (síndrome respiratória aguda grave), em 2002, o hospedeiro intermediário foi a civeta, um tipo de felino. 

O pangolim é um animal em extinção, mas continua sendo caçado e comercializado na África e na Ásia, inclusive na China.

Uma reportagem de 2019 do jornal britânico The Guardian mostra que o pangolim é o mamífero selvagem mais traficado no mundo. Acredita-se que, em duas décadas, 1 milhão deles tenham sido mortos.

Além de ir para a panela, na China, usam-se as escamas do pangolim na medicina tradicional. 

Mercado de frutos do mar e animais vivos em Wuhan
Mercado de frutos do mar e animais vivos em Wuhan - EFE/EPA
 

Os primeiros casos da epidemia atual de coronavírus tinham relação com um mercado de frutos do mar e de animais vivos na cidade de Wuhan.

A venda de pangolins é crime na China e pode ser punida com mais de dez anos de prisão. Mesmo assim, autoridades locais admitiram que o mercado de Wuhan comercializava animais ilegalmente.

Amostras coletadas no estabelecimento foram compatíveis com o vírus que infectou pessoas. A maior parte delas veio justamente da área de animais vivos.

- Do R7, com Reuters - 

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