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Para um planeta saudável, o primeiro passo é ouvir os cientistas

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Para um planeta saudável, o primeiro passo é ouvir os cientistas

No mês do Meio Ambiente, entenda como novas pandemias emergem de ecossistemas degradados - e como a ciência pode proteger o planeta

A pandemia atual, que já havia sido prevista por alguns cientistas na década passada, nos mostra, cada vez mais, que se não protegermos a saúde do planeta, aproveitando seus benefícios de maneira racional e sustentável, teremos ameaças futuras ainda piores. E ameaças que afetarão o ser humano não apenas na área da saúde, mas também em aspectos socioeconômicos e ambientais, que estão interligados. É um assunto vital para discutirmos, principalmente no Dia Mundial do Meio Ambiente.

Apesar de diversos alertas e avisos dos cientistas, mais uma vez não estamos nos preparando como deveríamos. A escassez de investimentos na prevenção, na saúde e na ciência leva, por exemplo, ao aumento de óbitos por doenças tropicais.

Muitos pesquisadores relacionam ainda o surgimento de doenças virais com a degradação ambiental, a falta de práticas sanitárias e a destruição de ecossistemas naturais. Sem falar na ligação entre mudanças de temperatura e a proliferação de organismos patogênicos – isto é, com capacidade de causar prejuízos.

De acordo com dados do sistema Deter-B, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o mês de abril voltou a registrar um novo aumento nos alertas de desmatamento da Amazônia. O número subiu 63,75% em relação ao mesmo mês do ano passado. No primeiro quadrimestre deste ano, o crescimento foi de 55% em relação ao mesmo período de 2019.

Portanto, mesmo com a pandemia e tempos de reclusão social, notamos que crimes contra os habitats naturais não cessam. Pelo contrário: a atenção voltada para a disseminação do coronavírus parece servir para mascarar ainda mais atos ilícitos.

Vale lembrar que a Amazônia tem um papel fundamental na regulação do regime de chuvas e do clima global. Assim como outras grandes florestas tropicais, funciona como estoque de carbono. A evapotranspiração, feita pelas copas das árvores para liberar boa parte da água captada pelas raízes, lança na atmosfera enorme volume de água por dia. O resultado é a geração de chuvas para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul brasileiros, em um fenômeno chamado “rios voadores”, que influenciam também as correntes dos oceanos.

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