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Petrobras passa a divulgar preço médio nacional do litro da gasolina e do diesel

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Petrobras passa a divulgar preço médio nacional do litro da gasolina e do diesel

Até então, estatal divulgava apenas a variação percentual do valor cobrado

A Petrobras anunciou que a partir desta segunda-feira (19) passará a divulgar em seu site os preços médios de gasolina e diesel, sem tributos, comercializados em suas refinarias e terminais no Brasil.

Conforme a estatal, após o reajuste que entrará em vigor na terça-feira (20), o preço médio do litro da gasolina será de R$ 1,5148, o que representa uma alta de 1,82% em relação ao valor de R$ 1,4877, em vigor desde o dia 17. Já o do litro do diesel será cotado a R$ 1,7369, o que representa uma alta de 1,5% ante o valor R$ 1,7112, em vigor desde o dia 17.

"Essa mudança dá mais transparência à composição do preço final dos combustíveis", informou a Petrobras em comunciado. "As revisões de preços feitas pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Como a legislação brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, a mudança no preço final dependerá de repasses feitos por outros acrescentou.

 

Após serem vendidos às distribuidoras, os preços de ambos os combustíveis passam por adições de impostos, custos e margem das distribuidoras e dos revendedores. Os produtos também sofrem adições dos biocombustíveis: biodiesel, no caso do diesel, e etanol anidro, no caso da gasolina, fatores que também impactam o valor na bomba.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina nos postos ficou em R$ 4,212 na semana encerrada no dia 10. No acumulado de 2018, o preço médio da gasolina nas bombas acumula alta de 2,75%. Já o valor do diesel saiu em média para o consumidor a R$ 3,388. No ano, o diesel acumula alta de 1,86% do valor médio para o consumidor final.

A decisão ocorre após autoridades, como o presidente Michel Temer e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, apontarem que reduções implementadas pela petroleira estatal não estavam chegando às bombas. Na ocasião, os setores de distribuição e revenda de combustíveis do Brasil refutaram os comentários das autoridades culpando a elevada carga de tributos pela alta nas cotações aos consumidores finais.

Petrobras diz que refinarias respondem por 1/6 da alta da gasolina

 

No comunicado divulgado nesta segunda, a Petrobras afirma que os reajustes feitos nas refinarias respondem por apenas por cerca de 1/6 do reajuste total aplicado no preço final da gasolina nos postos do país, o equivalente a 17%. Ou seja, percentual menor do que a da participação da Petrobras na composição do preço do combustível.

"Segundo os dados da ANP, o preço médio da gasolina em outubro de 2016 - quando foi adotada a nova política de preços da Petrobras - era de R$ 3,69 por litro. Em fevereiro de 2018, havia subido para R$ 4,23 o litro. Houve, portanto, uma variação de 54 centavos. Neste total, os ajustes feitos pela Petrobras respondem por 9 centavos, ou seja, um sexto do ajuste total", afirmou a estatal.

No caso do diesel, a Petrobras diz que o preço médio do litro era de R$ 3,05 em outubro, passando para R$ 3,40 em fevereiro. "Neste total, os ajustes feitos pela Petrobras respondem por 12 centavos, ou seja, cerca de um terço do ajuste total", destacou.

Desde outubro de 2016, a Petrobras vem praticando uma política de preços que segue a lógica do mercado internacional de combustíveis. Em julho do ano passado, a empresa começou a reajustar os valores quase que diariamente, em busca de maior agilidade na variação dos valores.

Segundo a Petrobras, apenas 28% do preço pago pelo consumidor final na semana encerrada no dia 10 correspondem à parcela da companhia. Os demais 72% referiam-se a tributos, custo do etanol anidro e margens de distribuição e revenda.

Petrobras passar a divulgar preço médio nacional do litro da gasolina e do diesel

Composição do preço da gasolina ao consumidor, segundo a Petrobras (Foto: Divulgação) 

Preço do gás

O site da Petrobras também passa a informar o valor médio do GLP residencial comercializado pela Petrobras às distribuidoras para envase em botijão de gás de cozinha. Atualmente, o valor médio sem tributos do botijão de 13kg é de R$ 23,16, ante R$ 24,38 em dezembro.

Para o consumidor final, o preço médio do botijão ficou em R$ 67,07 na semana encerrada no dia 10, segundo a ANP.

Em janeiro, a Petrobras divulgou que deicidiu que os reajustes passarão a ser feitos trimestralmente e não mais mensalmente, após a disparada de 21,27% do preço mpédio final do produto no ano passado, bem acima da inflação. "A referência continua a ser o preço do butano e propano comercializado no mercado europeu acrescido de margem de 5%", afirma a Petrobras.

Segundo a Petrobras, cerca de 35% do preço pago pelo consumidor final, em média, correspondem à parcela da Petrobras. Outros 46% são as margens de distribuição e revenda, e os demais 19% referiam-se a tributos.

- Por Darlan Alvarenga, G1 - 

* Com Reuters

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