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PM ajuda avô, por telefone, a fazer o parto da própria neta

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PM ajuda avô, por telefone, a fazer o parto da própria neta

O bebê, uma menina, nasceu com 3,5 kg. Mãe e Filha passam bem!

Miriam deu à luz dentro de casa com a ajuda da PM (Foto: Arquivo Pessoal)

 

Um policial militar foi fundamental ao orientar, por telefone, um pai e uma mãe que estavam prestes a se tornarem avós. A filha do casal entrou em trabalho de parto em casa, e o atendimento precisou ser feito via telefone 190 da PM. O local onde a família mora, no bairro Joquéi Clube, em São Vicente, no litoral de São Paulo, é de difícil acesso, e a ambulância não chegaria a tempo.

A conversa entre Osvaldo Nascimento, pai da grávida, e o cabo Cortez foi registrada pela Central de Operações da Polícia Militar (Copom) por volta das 6h52 da última sexta-feira (6). Já o áudio foi obtido pelo G1 neste domingo (9). A jovem Miriam Nascimento, de 20 anos, deu à luz ao primeiro filho.

 

Na conversa, com calma, o PM pede que o pai da jovem informe o intervalo das contrações, e que mantenha a serenidade para seguir atentamente às orientações. Do outro lado da linha, é possível perceber a tensão e o desespero da mãe de Miriam, que cobra celeridade na chegada do resgate.

O cabo Cortez pede tranquilidade, acreditando que a família não precisaria se responsabilizar pelo parto da neta. No entanto, segundos depois, a jovem começa a dar à luz. "Tá saindo o bebê já", diz, apreensivo, o avô.

Nesse momento, o cabo Cortez passa a informar um passo a passo para que nada ocorra de errado com a gestante, e para que o bebê saia em segurança. "Pega uma toalha e entrega para a sua vizinha, rápido, porque o bebê escorrega, e não pode correr o risco da criança cair no chão. Fala para ela amparar a criança com a mão, sem puxar. Vamos, que eu vou tentar ajudar o máximo que dá", orienta.

Em seguida, o policial pede para que o avô verifique se o cordão umbilical está em volta do pescoço do bebê. "Fica comigo, não desliga não...", repete o PM. "Agora, o senhor tem que pegar, colocar o dedo na boca da criança, tirar a placenta, liberar as vias aéreas, porque essa criança precisa respirar", acrescenta.

Somente após ouvir o choro da criança é que o policial e a família ficam tranquilos e, de certa forma, aliviados. "Chorou, chorou! Joia!", comemora o PM. Ao todo, o atendimento por telefone durou cerca de cinco minutos.

Miriam Nascimento foi levada para a Maternidade Municipal. Segundo a Prefeitura de São Vicente, a paciente deu entrada na unidade às 7h45. O bebê, uma menina, nasceu com 3,5 kg. As duas passam bem e já receberam alta.

- Por G1 Santos - 09/09/2018

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