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Polícia e MP pedem prisão de funcionárias suspeitas de agredir crianças em creche

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Polícia e MP pedem prisão de funcionárias suspeitas de agredir crianças em creche

Imagens que mostram monitora segurando menina para o outro menino beijá-la revoltou os pais (Foto: Reprodução / TV TEM)

A Polícia Civil de Itatinga (SP) e o Ministério Público pediram à Justiça no final da tarde desta segunda-feira (10) a prisão preventiva das duas monitoras que aparecem em imagens agredindo crianças de uma creche mantida pelo município. O caso ganhou repercussão depois que as imagens das agressões ganharam as redes sociais.

As duas funcionárias da creche foram afastadas das funções após a divulgação do vídeo, segundo a procuradoria jurídica da prefeitura de Itatinga . Além da polícia, o Conselho Tutelar também acompanha a denúncia e vai encaminhar as crianças para acompanhamento psicológico.

A reportagem da TV TEM perguntou à prefeitura se as duas funcionárias já estavam nas novas funções nesta segunda-feira (10), mas a administração não deu retorno. Elas não foram localizadas para falar sobre o assunto.

 
Para o promotor, caso tem que ser apurado com rigor e rapidez (Foto: Reprodução / TV TEM)Para o promotor, caso tem que ser apurado com rigor e rapidez (Foto: Reprodução / TV TEM)

O promotor de Justiça Hércules Sormani recebeu o inquérito com o depoimento de 19 pais que procuraram a Polícia Civil para prestar queixa contra funcionárias da creche. Para o MP, a denúncia é grave.

 

"Itatinga foi pega de surpresa com o acontecimento, e agora o MP precisa agir porque crimes dessa natureza precisam ser apurados com rigor e rapidamente. É um crime grave, são vítimas de 3 anos de idade que teriam sido agredidas e mal-tratadas, e com a confiança dos pais que as deixaram numa creche para serem cuidados. Agora, vamos tentar punir os responsáveis por isso", disse o promotor.

Os vídeos foram gravados na última quarta-feira, dia 5 de julho, e foram divulgados nas redes sociais. A Polícia Civil já adiantou que vai analisar o monitoramento dos últimos meses para tentar identificar há quanto tempo as agressões aconteciam.

Logo no início das gravações uma das crianças é agredida pela monitora. Ela bate no aluno que está deitado. Em outro momento a monitora pega um colchão e joga em cima das crianças e uma delas chega a cair. A mulher ainda joga outro colchão, mas não acerta as crianças.

Na sequência, a monitora continua torturando as crianças, chega a puxar o cabelo de uma criança que brincava em um dos colchões. Em outro ponto da gravação, um aluno, aparentemente mais velho, tenta beijar à força outras alunas. Ele faz isso várias vezes, e as duas instrutoras não agem para impedir.

Em determinado trecho das imagens uma delas segura a menina pelo cabelo para que o menino possa beijá-la. Depois o menino volta, a menina tenta afastá-lo, mas a instrutora obriga mais uma vez.

- G1 Bauru e Marília - 

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