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Polícia prende um dos atiradores contratados por facção criminosa na Cracolândia

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Polícia prende um dos atiradores contratados por facção criminosa na Cracolândia

José Raimundo foi preso pela PM em carro roubado no Centro de SP na tarde desta quarta. Polícia procura outros dois atiradores, entre eles um 'sniper'

Foto capa) José Raimundo aparece atirando contra policiais na Cracolândia (Foto: Reprodução/TV Globo)

A polícia informou que prendeu na tarde desta quarta-feira (7) um dos atiradores contratados pelos traficantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) para fazer segurança na região da Cracolândia, no Centro de São Paulo.

Outros dois atiradores continuam sendo procurados pela polícia, entre eles Anderson Alves de Siqueira Bernardino Kunzle, desertor do Exército em Pernambuco e conhecido como "sniper" (atirador de elite).

José Raimundo foi preso na região Central da capital paulista pela Polícia Militar enquanto circulava em um carro roubado. Ele foi conduzido ao Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Polícia Civil, no Bom Retiro.

Ele irá responder por tráfico de drogas e receptação de carro roubado. Segundo a polícia, Raimundo era responsável pela segurança no local e ajudava a manter a organização do fluxo para não atrapalhar a venda de drogas.

O homem era procurado pela Polícia Civil de São Paulo desde 21 de maio, quando fugiu após operação que prendeu 51 suspeitos de tráfico de drogas na ocasião. De acordo com a Polícia Civil, o número de detidos aumentou para cerca de 60 pessoas com a prisão do suspeito.

José Raimundo já tinha um mandado de prisão expedido pela Justiça e foi reconhecido após identificação da Polícia Civil através de fotos e vídeos durante sua atuação na Cracolândia. O G1 não localizou a defesa do suspeito.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, a facção criminosa PCC comandava o tráfico no local e mantinha três seguranças, entre eles um “sniper” (atirador de elite) que ficava posicionado com uma submetralhadora para disparar nos policiais que se aproximavam do local.
 
Sniper da Cracolândia, o desertor do Exército Anderson Alves de Siqueira Bernardino Kunzle  (Foto: Reprodução/Facebook)Sniper da Cracolândia, o desertor do Exército Anderson Alves de Siqueira Bernardino Kunzle (Foto: Reprodução/Facebook)

 

Procurado

De acordo com a polícia, Anderson Alves de Siqueira Bernardino Kunzle ostentava uma submetralhadora, apelidada de ‘Lurdinha’, e um cão da raça pitbull, chamado de ‘Thor’, no Facebook.

Segundo a 6ª Divisão de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), Kunzle é militar desertor do Exército brasileiro, de uma companhia de Pernambuco. “Ele, o 'sniper', tem um mandado de prisão expedido pela Justiça militar contra ele”, disse ao G1 o delegado Carlos Battista, da Dise.

Considerado exímio atirador pela investigação, Kunzle tinha a missão de disparar em quem se aproximasse das 30 barracas, com o objetivo de manter o funcionamento do "feirão da droga". Ele ficava na cobertura das pensões da área fazendo vigília.

Em alguns disparos que fez em fevereiro, Kunzle teria atingido fotógrafos durante uma operação na Cracolândia. O tráfico também contava com outros atiradores, segundo a investigação.

O terceiro segurança que andava armado não teve o nome informado pela polícia.

 
Câmera da GCM flagrou 'sniper' atirando contra policiais; segundo a polícia é Anderson Kunzle (Foto: Reprodução/Polícia Civil)

Câmera da GCM flagrou 'sniper' atirando contra policiais; segundo a polícia é Anderson Kunzle (Foto: Reprodução/Polícia Civil)

 
Sniper da Cracolândia em dois momentos (Foto: Reprodução/Polícia Civil)Sniper da Cracolândia em dois momentos (Foto: Reprodução/Polícia Civil)

 

Crime organizado

 

De acordo com a Polícia Civil, o PCC assumiu a organização do tráfico de drogas na Cracolândia em 2013. No entanto, a facção permitiu que outros atacadistas que não participassem da organização criminosa continuassem atuando no local com o pagamento de uma espécie de aluguel pelo uso do espaço. Em cada uma das 30 barracas ficavam três traficantes.

"Eles mantinham uma lista de todos os traficantes e esse traficante desejando passar adiante seu ponto de venda tinha que passar pela autorização dessa organização criminosa que é o PCC", disse o delegado Ruy Ferraz.

Por Tatiana Santiago, G1 SP, São Paulo - 

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