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“Por que recebemos pessoas de países de merda?”, diz Trump sobre imigrantes de El Salvador e Haiti

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“Por que recebemos pessoas de países de merda?”, diz Trump sobre imigrantes de El Salvador e Haiti

O presidente dos EUA fez o comentário depois de ouvir uma proposta para restaurar um programa de proteção migratória

Foto - Trump, nesta quinta-feira na Casa Branca. SAUL LOEB AFP

Donald Trump não quer pessoas de "países de merda" nos Estados Unidos. A declaração foi feita pelo presidente na quinta-feira, durante uma reunião para renegociar o programa que concede residência legal a imigrantes do HaitiEl Salvador e países africanos, de acordo com fontes citadas pelo The Washington Post. Na segunda-feira, o republicano retirou essas proteções para 200.000 salvadorenhos; em novembro, fez o mesmo com 59.000 haitianos.

 

A conversa ocorreu no Salão Oval e, de acordo com as fontes citadas, os participantes – congressistas e senadores – ficaram surpresos com os comentários depreciativos do presidente. A reunião abordava as negociações sobre outro programa de imigração, o DACA, que concede as mesmas proteções para 800.000 imigrantes que chegaram aos EUA como menores, em companhia dos pais. Segundo o The New York Times, quando Trump ouviu que, na proposta, os legisladores queriam restaurar as proteções para os haitianos, o presidente disse: "Por que queremos pessoas do Haiti aqui?".

Em comunicado ao Times, Raj Shah, um porta-voz da Casa Branca, não negou os comentários de Trump, dizendo: "Enquanto alguns políticos de Washington escolhem lutar por outros países, o presidente sempre lutará pelo povo americano. Assim como outros países têm sistemas de imigração baseados em um sistema meritocrático, o presidente Trump quer lutar por soluções permanentes que tornem nosso país mais forte, recebendo aqueles que podem contribuir com nossa sociedade".

Uma análise recente da ONG International Crisis Group mostra que El Salvador não poderia receber seus 200.000 cidadãos residentes nos EUA. O Haiti, afetado por crimes e desastres naturais, enfrenta uma fragilidade institucional semelhante.

Os comentários do presidente dos EUA têm precedentes. "Todos têm AIDS", disse Trump em junho do ano passado, também no Salão Oval, sobre cerca de 15.000 haitianos que chegaram aos EUA desde que assumiu o cargo. Sobre 40.000 nigerianos, o republicano pediu: "Que voltem para suas cabanas na África". Trump chegou ao poder usando uma dura retórica contra a imigração que, além desses comentários, resultou em um aumento de 40% nas deportações, na promessa de construir um muro com a fronteira sul e num veto migratório contra países muçulmanos e refugiados.

Em 2017, o presidente norte-americano também retirou o TPS para 5.300 nicaraguenses e cerca de 1.000 sudaneses, cujo país ainda enfrenta uma situação de instabilidade. E está considerando fazer o mesmo com 86.000 hondurenhos. Na mira do Governo dos EUA estão milhares de cidadãos do Sudão do SulIêmen, Nepal, Somália e Síria.

- EL PAÍS - 

Washington 
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