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Prefeitura de Marília começa obras para regularizar o aterro sanitário

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Prefeitura de Marília começa obras para regularizar o aterro sanitário

Prefeito Daniel Alonso anunciou nesta sexta-feira início da limpeza da área de transbordo do lixo doméstico, que estava ameaçada de interdição. Descarte de entulhos de construção será feito em dois novos pontos.

O prefeito de Marília (SP), Daniel Alonso, anunciou nesta sexta-feira (7) o início das obras para a regularização da área de transbordo de lixo doméstico, no distrito de Avencas, que estava sob ameaça de interdição pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Ao lado desta área, o aterro utilizado para o descarte do entulho da construção civil, que foi interditado na última terça-feira (4), segue fechado, mas os caçambeiros terão dois novos pontos para esse descarte a partir da próxima segunda-feira (10).

 

"A regularização [da área de transbordo] já começou nesta sexta, para ela não ser interditada. A prefeitura se comprometeu a limpar todo o terreno. As máquinas já fizeram a terraplenagem e ainda nesta sexta esta área receberá uma manta, que será coberta com uma camada de terra para aí sim receber a manta asfáltica que vai impermeabilizar o solo”, detalhou o prefeito.

A situação do descarte de entulhos e do lixo doméstico na cidade de Marília ficou crítica desde a última terça-feira (4) depois da visita ao local do secretário estadual do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que determinou a interdição do aterro de inertes (entulho) e deu prazo até esta sexta-feira para regularização da área de transbordo, que recebe o lixo doméstico até que ele seja levado para aterros em Piratininga e Quatá (SP).

Daniel Alonso explicou ainda que essa regularização da área de transbordo é uma solução provisória, apenas para atender a demanda urgente imposta pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente. A ideia é construir uma nova plataforma para este serviço.

“Essa plataforma irá proteger não apenas a área mas também os caminhões que estarão aqui recebendo o lixo e levando para o destino final. A obra definitiva ainda demora de quatro a cinco meses, porque depende de licitação, mas a obra que os órgãos estaduais nos pediu para permitir o transbordo de forma provisória será concluída até segunda-feira. Não ficará lixo aqui jamais, não podemos permitir”, promete Alonso.

 
Prefeito prometeu que até segunda-feira a área estará regularizada  (Foto: Reprodução / TV TEM )

Prefeito prometeu que até segunda-feira a área estará regularizada (Foto: Reprodução / TV TEM )

 

Entulhos

 

Já a questão do descarte de entulho de construção civil ganhou uma solução também provisória, segundo o prefeito. Como o atual aterro de inertes segue interditado desde a última terça após um incêndio, a prefeitura determinou dois novos pontos para os caçambeiros descartarem seu material, um na zona sul e outro na zona norte da cidade, e anunciou a construção de uma usina de reciclagem.

 
Aterro de entulhos, interditado desde a última terça após um incêndio, ainda tinha focos de fogo nesta sexta  (Foto: Reprodução / TV TEM)

Aterro de entulhos, interditado desde a última terça após um incêndio, ainda tinha focos de fogo nesta sexta (Foto: Reprodução / TV TEM)

“Temos dois pontos que poderão receber o entulho ainda de forma provisória. Apesar dessa questão não ser uma obrigação da prefeitura, estamos assumindo esse compromisso para não deixar a cidade ficar num caos com o entulho. Até que possamos fazer uma licitação para contratar uma empresa que funcionará como usina de reciclagem, para receber e classificar esse entulho, os caçambeiros usarão os dois novos pontos a partir de segunda-feira (10).

 

Problema antigo

 

A questão descarte do lixo em Marilia só ganhou novos capítulos esta semana, mas é bem antigo. A cidade chegou a possuir um aterro próprio, mas em 2001 o Ministério Público e a Cetesb detectaram a contaminação o lençol freático pelo lixo e pelo chorume produzido pela decomposição dos resíduos domésticos.

À época, a prefeitura prometeu uma solução, com a construção de uma caixa de chorume, mas passados nove anos, em 2010, nenhuma medida havia sido tomada. E os problemas aumentaram com o esgotamento da capacidade de utilização do aterro.

Na época, a prefeitura recebeu um prazo de 40 dias para buscar uma solução, mas como não conseguiu o aterro foi interditado definitivamente pela Cetesb, em 2011. Sem local para o descarte, a saída foi iniciar o transporte do lixo para outras cidades, a um custo de quase R$ 10 milhões por ano.

Mas os problemas seguiram aumentando, uma vez que a área de transbordo que recebia o lixo doméstico dos marilienses também precisava de adequações como impermeabilização e cobertura do lixo para não comprometer o meio ambiente. As primeiras multas para a área de transbordo vieram em 2012 e 2013.

No ano passado, a situação chegou ao limite, com a área de transbordo transformando-se num aterro irregular, recebendo cerca de 280 toneladas de lixo por dia. Na última terça, com a interdição do aterro de inertes e a ameaça à área de transbordo, a prefeitura foi obrigada a tomar novas medidas para tentar resolver o problema.

- G1 Bauru e Marília - 

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