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Preso acusado de atropelar tios

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Preso acusado de atropelar tios

Quatro anos após matar familiar, rapaz é apontado como autor de novo atropelamento

Réu confesso da morte por atropelamento de um tio em 2015, Yago Brendo Candido, 23 anos, foi preso na manhã desta quarta (14), acusado de atropelar outro tio no início do mês, no Jardim Araruna, em Bauru. A última vítima, Eduardo da Silva Candido, 45 anos, sofreu múltiplas fraturas e segue internada em estado estável no Hospital de Base. Ele é irmão de Osvaldo da Silva Cândido, que morreu aos 46 anos, atropelado por Yago quatro anos atrás, no Núcleo Nobuji Nagasawa.

Além do jovem, seu pai, Marcelo da Silva Candido, 43 anos, também foi preso, suspeito de ter participado da tentativa de homicídio contra Eduardo - que é irmão de Marcelo. Pai e filho negam o atropelamento, porém, após a oitiva de testemunhas, a Polícia Civil pediu e a Justiça decretou a prisão temporária de ambos. Eles foram encaminhados à Cadeia Pública de Avaí.

Em outubro de 2016, Yago já havia sido acusado de um segundo atropelamento no Jardim Chapadão, após uma briga de trânsito. A vítima, um rapaz que teria tentado intervir na discussão, sobreviveu.

A ocorrência mais recente - a terceira associada a Yago, sendo a segunda contra um parente - foi registrada na noite de 3 de agosto. De acordo com a delegada Luciana Claro, que preside o inquérito, familiares relatam que Yago e Marcelo chegaram na casa de Eduardo, cada um dirigindo seu veículo, e começaram a bater no portão, além de quebrar uma janela.

Quando o barulho cessou, a vítima teria saído até a calçada. "As testemunhas dizem que, neste momento, o Eduardo viu o irmão (Marcelo) passando de carro e tentou ir atrás. Foi quando o Yago o perseguiu de carro e o atropelou na calçada", descreve a delegada.

Em vídeo de câmeras de segurança, é possível ver o motorista desembarcar do veículo e chutar a vítima após o atropelamento. Um morador tenta evitar a agressão, quando um veículo branco, que testemunhas relatam ser conduzido por Marcelo, chega. Eduardo volta a ser ferido, já inconsciente no chão. As imagens passarão por perícia e as duas mulheres que aparecem no vídeo, já identificadas, serão ouvidas nesta quinta (15).

20 BOLETINS

À Polícia Civil, Yago alegou que foi até a casa do tio depois de ser informado que a mãe, que mora nas imediações, havia sido agredida por ele. Segundo o advogado de defesa, Claudemir Fernandes Sandrin, o jovem sustenta que somente entrou em luta corporal com Eduardo. Já Marcelo afirma ter chegado depois da briga. "Diante disso, pedi a revogação da prisão", diz.

Até ontem, eles desconheciam a existência da gravação. Segundo a Polícia Civil, há 20 BOs registrados ao longo dos últimos anos em razão de brigas da família Candido.

A desavença, conforme denúncia acolhida pela Justiça por conta do primeiro homicídio, teria começado porque Osvaldo e Yago moravam na mesma casa e brigavam constantemente por conta de uma vaga na garagem. Em março de 2019, Yago foi condenado a 12 anos de prisão, mas a sentença foi anulada na semana passada.

Para o Tribunal de Justiça, não pairam dúvidas sobre a autoria do crime, mas há necessidade de reavaliar a existência da qualificadora que aumentou a pena de Yago, por "emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima". O rapaz terá de ser submetido a novo julgamento.

- JC NET - por Tisa Moraes - 15/08/2019 - 06h00

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